O saldo de empregos com carteira assinada em Tatuí voltou a ficar negativo pela segunda vez no ano, segundo números divulgados neste mês pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). No estudo denominado “Síntese do Comportamento do Mercado de Trabalho Formal”, referente a maio, o município aparece na 329a posição entre 350 municípios com mais de 10 mil habitantes.
No quinto mês do ano, o Caged contabilizou a admissão de 1.059 pessoas e a demissão de 1.178, resultando em saldo negativo de menos 119 vagas. A indústria de transformação é o setor que mais admitiu e demitiu no mês passado, ajudando a “puxar para baixo” o saldo de emprego com carteira assinada.
No mês, as indústrias contrataram 341 pessoas e demitiram 397 (gerando saldo negativo de menos 56 vagas). Em segundo lugar, aparece a construção civil, com 66 contratações e 110 dispensas, saldo de menos 44 empregos.
O setor de serviços, a agropecuária e a administração pública também tiveram saldo negativo. No primeiro, houve 272 contratações e 301 demissões (saldo de menos 29 vagas); no segundo, 48 admissões e 77 desligamentos (menos 29); e no terceiro, uma contratação e sete demissões.
Apenas dois setores da economia local registraram saldo positivo. Entretanto, o número de vagas geradas foi insuficiente para superar as demissões das demais áreas empregadoras. No setor de extração mineral, o saldo ficou positivo em uma vaga, com cinco admissões e uma demissão. Já o comércio respondeu pelas maiores contratações, com 326 admitidos e 282 desligados.
A retração nas contratações é a primeira desde fevereiro, quando o município voltou a subir na posição do Caged. Em janeiro, a cidade ocupou a 332a posição no ranking do ministério, com menos 189 empregos com carteira assinada gerados.
Em fevereiro, a cidade pulou para a posição de número 148, registrando saldo positivo de 61 novas vagas. A sequência positiva seguiu-se entre os meses de março e abril, com 273 e 152 novas vagas, respectivamente. Nesses meses, a cidade ocupou a 44a e 111a posições no ranking.
A variação é considerada normal pelo secretário municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social, Rubens Arca. Conforme ele, a cidade mantém acumulado positivo. Na soma dos meses de janeiro a maio, houve 178 contratações, resultado de 5.984 admissões e 5.806 demissões no período. Além disso, Arca afirma que Tatuí vive uma situação “atípica” com relação ao Caged por conta de abatedouros e frigoríficos instalados na região.
De acordo com ele, muitos trabalhadores da cidade são registrados em municípios vizinhos, o que eleva os saldos dessas cidades no estudo do Ministério do Trabalho, mas diminui o de Tatuí. “Deve haver, atualmente, umas 500 pessoas de Tatuí trabalhando fora da cidade”, argumentou. Dessa maneira, ocorre divergência entre os dados registrados no cadastro e o número de empregados e desempregados do município.
O PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) da cidade, por exemplo, tem contabilidade diversa do ministério. Isso ocorre porque é o posto que faz o encaminhamento dos trabalhadores do município para as empresas de cidades vizinhas.
“Então, nós arrumamos empregos. As pessoas são contratadas, mas esses dados não são acusados para Tatuí, porque o Caged leva em conta o CNPJ (cadastro nacional de pessoa jurídica) para os cálculos”, disse Arca.
A discrepância dos números fez o secretário entrar em contato com o cadastro, em Brasília. O objetivo era verificar se havia alguma maneira de as contratações serem contabilizadas por Tatuí. “Nós descobrimos que não tem como”, revelou.
Conforme Arca, as contratações são registradas na cidade onde as empresas estão. No caso dos frigoríficos e abatedouros, as admissões são contabilizadas para Tietê, Boituva e Conchas.
Ainda que os números sejam divergentes, Arca afirmou que o esforço do PAT tatuiano, no sentido de aumentar o número de contratações (mesmo fora do município) vai continuar. “Isso tudo que fazemos é visando o emprego”, afirmou.
Conforme ele, a meta do serviço é fazer com que as pessoas ingressem no mercado de trabalho e, independentemente de números, melhorar as condições de vida da população e, consequentemente, a econômica do município.
Para tanto, o posto mantém em Tatuí uma sala destinada às empresas. O espaço é utilizado para que as indústrias e empresários possam fazer seleção de mão de obra. Caso o número de vagas ofertadas exceda o limite do espaço, o PAT faz uso de salas de aula da Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) “João Florêncio”, ou da FPS (Faculdade “Paulo Setúbal”).
“Uma coisa que as pessoas não se dão conta e que não aparece em números é que os tatuianos contratados fora daqui trazem recursos para cá. Então, de alguma maneira, nós estamos sendo privilegiados”, argumentou o secretário municipal. “A nossa parte com relação a emprego eu acho que está sendo realizada, só que não combina, infelizmente, com o Caged”, concluiu Arca.
oprogressodetatui.com.br
No quinto mês do ano, o Caged contabilizou a admissão de 1.059 pessoas e a demissão de 1.178, resultando em saldo negativo de menos 119 vagas. A indústria de transformação é o setor que mais admitiu e demitiu no mês passado, ajudando a “puxar para baixo” o saldo de emprego com carteira assinada.
No mês, as indústrias contrataram 341 pessoas e demitiram 397 (gerando saldo negativo de menos 56 vagas). Em segundo lugar, aparece a construção civil, com 66 contratações e 110 dispensas, saldo de menos 44 empregos.
O setor de serviços, a agropecuária e a administração pública também tiveram saldo negativo. No primeiro, houve 272 contratações e 301 demissões (saldo de menos 29 vagas); no segundo, 48 admissões e 77 desligamentos (menos 29); e no terceiro, uma contratação e sete demissões.
Apenas dois setores da economia local registraram saldo positivo. Entretanto, o número de vagas geradas foi insuficiente para superar as demissões das demais áreas empregadoras. No setor de extração mineral, o saldo ficou positivo em uma vaga, com cinco admissões e uma demissão. Já o comércio respondeu pelas maiores contratações, com 326 admitidos e 282 desligados.
A retração nas contratações é a primeira desde fevereiro, quando o município voltou a subir na posição do Caged. Em janeiro, a cidade ocupou a 332a posição no ranking do ministério, com menos 189 empregos com carteira assinada gerados.
Em fevereiro, a cidade pulou para a posição de número 148, registrando saldo positivo de 61 novas vagas. A sequência positiva seguiu-se entre os meses de março e abril, com 273 e 152 novas vagas, respectivamente. Nesses meses, a cidade ocupou a 44a e 111a posições no ranking.
A variação é considerada normal pelo secretário municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social, Rubens Arca. Conforme ele, a cidade mantém acumulado positivo. Na soma dos meses de janeiro a maio, houve 178 contratações, resultado de 5.984 admissões e 5.806 demissões no período. Além disso, Arca afirma que Tatuí vive uma situação “atípica” com relação ao Caged por conta de abatedouros e frigoríficos instalados na região.
De acordo com ele, muitos trabalhadores da cidade são registrados em municípios vizinhos, o que eleva os saldos dessas cidades no estudo do Ministério do Trabalho, mas diminui o de Tatuí. “Deve haver, atualmente, umas 500 pessoas de Tatuí trabalhando fora da cidade”, argumentou. Dessa maneira, ocorre divergência entre os dados registrados no cadastro e o número de empregados e desempregados do município.
O PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) da cidade, por exemplo, tem contabilidade diversa do ministério. Isso ocorre porque é o posto que faz o encaminhamento dos trabalhadores do município para as empresas de cidades vizinhas.
“Então, nós arrumamos empregos. As pessoas são contratadas, mas esses dados não são acusados para Tatuí, porque o Caged leva em conta o CNPJ (cadastro nacional de pessoa jurídica) para os cálculos”, disse Arca.
A discrepância dos números fez o secretário entrar em contato com o cadastro, em Brasília. O objetivo era verificar se havia alguma maneira de as contratações serem contabilizadas por Tatuí. “Nós descobrimos que não tem como”, revelou.
Conforme Arca, as contratações são registradas na cidade onde as empresas estão. No caso dos frigoríficos e abatedouros, as admissões são contabilizadas para Tietê, Boituva e Conchas.
Ainda que os números sejam divergentes, Arca afirmou que o esforço do PAT tatuiano, no sentido de aumentar o número de contratações (mesmo fora do município) vai continuar. “Isso tudo que fazemos é visando o emprego”, afirmou.
Conforme ele, a meta do serviço é fazer com que as pessoas ingressem no mercado de trabalho e, independentemente de números, melhorar as condições de vida da população e, consequentemente, a econômica do município.
Para tanto, o posto mantém em Tatuí uma sala destinada às empresas. O espaço é utilizado para que as indústrias e empresários possam fazer seleção de mão de obra. Caso o número de vagas ofertadas exceda o limite do espaço, o PAT faz uso de salas de aula da Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) “João Florêncio”, ou da FPS (Faculdade “Paulo Setúbal”).
“Uma coisa que as pessoas não se dão conta e que não aparece em números é que os tatuianos contratados fora daqui trazem recursos para cá. Então, de alguma maneira, nós estamos sendo privilegiados”, argumentou o secretário municipal. “A nossa parte com relação a emprego eu acho que está sendo realizada, só que não combina, infelizmente, com o Caged”, concluiu Arca.
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