O Instituto Gama de Arte iniciou, neste mês, a fase de captação de recursos para repetir, em Tatuí, projeto que trouxe a Orquestra Sinfônica Jovem de Stuttgart, da Alemanha, para apresentação especial no dia 4 deste mês, no teatro “Procópio Ferreira”, do Conservatório. Quem informa é Marcelo Gama, sócio e idealizador do instituto.
Marcelo é neto de Maurício Loureiro Gama, o primeiro jornalista âncora de telejornal e apresentador de programas de entrevistas do Brasil e da América Latina. Ao lado da prima Cristiana Castrucci Pedrinola, ele fundou o instituto que trouxe para o município o projeto de “intercâmbio musical”.
“A organização do projeto foi iniciada em 2011, quando eu estava em Stuttgart, e o maestro da orquestra, Alexander Adiarte, me procurou com o desejo de vir ao Brasil em 2012. Daí, começamos a arquitetar uma cooperação que pudesse ter continuidade também em anos futuros”, disse Gama.
Ao voltar para o Brasil, ele fez contatos com duas instituições que se tornaram “chave” para que o projeto se realizasse: o Conservatório de Tatuí e a Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Com a ajuda de ambas, o instituto iniciou o projeto que consiste num intercâmbio para músicos de orquestras.
O foco de atividades do Instituto Gama de Arte são as produções artístico-pedagógicas. “Isso significa que criamos processos de aprendizado artístico que resultam em um ‘evento’ aberto para o público”, contou.
De acordo com ele, a finalidade é criar “oportunidades reais de trabalho para jovens artistas mostrarem seu talento ao público e, ao mesmo tempo, aprimorarem sua vocação artística em um nível de qualidade internacional”.
“Por isso, a importância de programas de intercâmbio como esse, nos quais os jovens artistas têm a oportunidade de vivenciar a prática musical de outro país e, assim, ter uma dimensão internacional da profissão”, disse Gama.
A primeira fase do projeto de intercâmbio teve início em julho deste ano, com a turnê da Orquestra Sinfônica Jovem de Stuttgart no Brasil. A orquestra visitou as cidades de São Paulo, São Caetano do Sul, Piracicaba, Curitiba e Tatuí.
Nesses municípios, promoveu concertos, oferecendo masterclasses para jovens músicos brasileiros, realizados por professores que acompanharam a orquestra, realizando ensaios e concertos em conjunto com os músicos brasileiros.
Segundo explicou Gama, a vinda dos músicos é custeada pela Alemanha, pelo Ministério Estadual da Educação de Baden Wuerttemberg, pela Associação dos Amigos da Escola de Música de Stuttgart e pelo Goethe-Institut. “Os diferentes projetos do Instituto Gama de Arte são custeados, um a um, por projeto via leis de incentivo, mas a Alemanha tem dado a maior parte do suporte em todos os projetos”, declarou.
A ajuda principal vem da Akademie Schloss Solitude, principal parceira do instituto. Ela já financiou o “Prêmio Solitude”, de coreografia, evento trazido ao Brasil, pelo instituto, em 2001. Na ocasião, a coreógrafa brasileira Andrea Pivatto recebeu premiação no “Grand-Prix Brasil”, de Paulínia.
Em 2013, a Akademie Schloss Solitude patrocinará a realização do “Projeto Babel”, que propicia o convívio de um mês e aprendizado artístico de 18 jovens cantores brasileiros e 18 jovens imigrantes que vivem atualmente na cidade de São Paulo.
O mesmo trabalho será realizado também na cidade de Stuttgart, em outubro do ano que vem, atingindo, nos anos seguintes, 18 cidades (incluindo Buenos Aires, Nova Iorque, Londres, Paris, Barcelona, Amsterdam, Tel-Aviv, Sidney, entre outras) ao redor do mundo.
Para o exterior
Por ocasião da turnê da Orquestra Sinfônica Jovem de Stuttgart no Brasil, o maestro Alexander Adiarte convidou todas as instituições parceiras do país a repetirem o evento na Alemanha. “A ida dos brasileiros depende agora de negociações”, disse Gama.
Numa “escala menor”, o instituto pretende instituir, a partir de 2013, o prêmio “Ernst Mahle” para jovens solistas, que premiará músicos dos dois países com apresentações como solistas.
A possibilidade será estendida aos integrantes da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí. A cidade foi escolhida, em primeiro lugar, pelo “nível do trabalho musical praticado no CDMCC”.
“O Conservatório de Tatuí é uma das instituições de ensino musical mais respeitadas do país e uma das únicas que têm condições de logística e organização adequadas para receber um evento de tal porte”, avaliou Gama.
De acordo com ele, a decisão de incluir Tatuí no circuito do intercâmbio foi tomada após “exame” em várias instituições do país. “Nesse último aspecto, constatamos que as instituições brasileiras têm uma carência surpreendente”, concluiu.
oprogressodetatui.com.br
Marcelo é neto de Maurício Loureiro Gama, o primeiro jornalista âncora de telejornal e apresentador de programas de entrevistas do Brasil e da América Latina. Ao lado da prima Cristiana Castrucci Pedrinola, ele fundou o instituto que trouxe para o município o projeto de “intercâmbio musical”.
“A organização do projeto foi iniciada em 2011, quando eu estava em Stuttgart, e o maestro da orquestra, Alexander Adiarte, me procurou com o desejo de vir ao Brasil em 2012. Daí, começamos a arquitetar uma cooperação que pudesse ter continuidade também em anos futuros”, disse Gama.
Ao voltar para o Brasil, ele fez contatos com duas instituições que se tornaram “chave” para que o projeto se realizasse: o Conservatório de Tatuí e a Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Com a ajuda de ambas, o instituto iniciou o projeto que consiste num intercâmbio para músicos de orquestras.
O foco de atividades do Instituto Gama de Arte são as produções artístico-pedagógicas. “Isso significa que criamos processos de aprendizado artístico que resultam em um ‘evento’ aberto para o público”, contou.
De acordo com ele, a finalidade é criar “oportunidades reais de trabalho para jovens artistas mostrarem seu talento ao público e, ao mesmo tempo, aprimorarem sua vocação artística em um nível de qualidade internacional”.
“Por isso, a importância de programas de intercâmbio como esse, nos quais os jovens artistas têm a oportunidade de vivenciar a prática musical de outro país e, assim, ter uma dimensão internacional da profissão”, disse Gama.
A primeira fase do projeto de intercâmbio teve início em julho deste ano, com a turnê da Orquestra Sinfônica Jovem de Stuttgart no Brasil. A orquestra visitou as cidades de São Paulo, São Caetano do Sul, Piracicaba, Curitiba e Tatuí.
Nesses municípios, promoveu concertos, oferecendo masterclasses para jovens músicos brasileiros, realizados por professores que acompanharam a orquestra, realizando ensaios e concertos em conjunto com os músicos brasileiros.
Segundo explicou Gama, a vinda dos músicos é custeada pela Alemanha, pelo Ministério Estadual da Educação de Baden Wuerttemberg, pela Associação dos Amigos da Escola de Música de Stuttgart e pelo Goethe-Institut. “Os diferentes projetos do Instituto Gama de Arte são custeados, um a um, por projeto via leis de incentivo, mas a Alemanha tem dado a maior parte do suporte em todos os projetos”, declarou.
A ajuda principal vem da Akademie Schloss Solitude, principal parceira do instituto. Ela já financiou o “Prêmio Solitude”, de coreografia, evento trazido ao Brasil, pelo instituto, em 2001. Na ocasião, a coreógrafa brasileira Andrea Pivatto recebeu premiação no “Grand-Prix Brasil”, de Paulínia.
Em 2013, a Akademie Schloss Solitude patrocinará a realização do “Projeto Babel”, que propicia o convívio de um mês e aprendizado artístico de 18 jovens cantores brasileiros e 18 jovens imigrantes que vivem atualmente na cidade de São Paulo.
O mesmo trabalho será realizado também na cidade de Stuttgart, em outubro do ano que vem, atingindo, nos anos seguintes, 18 cidades (incluindo Buenos Aires, Nova Iorque, Londres, Paris, Barcelona, Amsterdam, Tel-Aviv, Sidney, entre outras) ao redor do mundo.
Para o exterior
Por ocasião da turnê da Orquestra Sinfônica Jovem de Stuttgart no Brasil, o maestro Alexander Adiarte convidou todas as instituições parceiras do país a repetirem o evento na Alemanha. “A ida dos brasileiros depende agora de negociações”, disse Gama.
Numa “escala menor”, o instituto pretende instituir, a partir de 2013, o prêmio “Ernst Mahle” para jovens solistas, que premiará músicos dos dois países com apresentações como solistas.
A possibilidade será estendida aos integrantes da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí. A cidade foi escolhida, em primeiro lugar, pelo “nível do trabalho musical praticado no CDMCC”.
“O Conservatório de Tatuí é uma das instituições de ensino musical mais respeitadas do país e uma das únicas que têm condições de logística e organização adequadas para receber um evento de tal porte”, avaliou Gama.
De acordo com ele, a decisão de incluir Tatuí no circuito do intercâmbio foi tomada após “exame” em várias instituições do país. “Nesse último aspecto, constatamos que as instituições brasileiras têm uma carência surpreendente”, concluiu.
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