quinta-feira, 14 de junho de 2012

Funcionários da Elektro param por quatro horas em pedido de reajuste




Cerca de 80 funcionários do setor operacional da Elektro realizaram paralisação de quatro horas na manhã da segunda-feira, 11. Em ação coordenada pelo Stieec (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Energia Elétrica de Campinas e Região), os manifestantes ficaram concentrados junto ao portão da unidade de serviços, instalada no Jardim Fortunado Minghini.
O Stieec é vinculado ao Sinergia (Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo) e à CUT (Central Única de Trabalhadores). A paralisação desta segunda-feira aconteceu porque a categoria não concorda com a proposta de reajuste oferecida pela Elektro. Segundo o diretor Eliel Pereira Martins, o sindicato espera 8,2%, enquanto que a empresa oferece 4,8%.
Conforme Martins, o reajuste salarial da categoria é anual e tem como data base o dia 1o de julho. Neste ano, a categoria teria se adiantado nas negociações, apresentando uma proposta com antecedência. Nela, os trabalhadores pedem 5,37% com base na inflação do período e 2,87% com base no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). “É a correção das perdas por causa da inflação mais o ganho real”, afirmou o diretor.
A categoria afirma que utilizou dados oficiais do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) como parâmetros para a proposta de reajuste. No entanto, até a segunda-feira, a Elektro teria mantido a proposta de 4,8%. “Estamos em negociação com a empresa e, até o momento, o que ela tem oferecido é uma afronta ao trabalhador. A nossa reivindicação não é nada estrelar nem coisa absurda”, disse Martins.
De acordo com o diretor, a paralisação desta segunda-feira é a primeira do ano. Antes dela, a categoria já realizou três rodadas de negociações com a Elektro, sem obter acordo. Por isso, o sindicato optou por parar temporariamente as atividades. “Para dizer para a empresa que nós sabemos trabalhar na hora que precisa e sabemos lutar pelos nossos direitos”, observou o representante da categoria.
Ele ressaltou que, durante a paralisação, um contingente mínimo, determinado por lei, continuou prestando serviço aos usuários. “Não podemos deixar a população desguarnecida, mas com a paralisação, o atendimento acontece de forma mais precária” disse. Além de Tatuí, a unidade local atende aos usuários dos municípios de Cesário Lange, Porangaba, Torre de Pedra, Tiete, Cerquilho, Conchas e Anhembi.
Para a terça-feira, 12, estava previsto o quarto encontro entre os representantes do Stieec e da Elektro. Caso a rodada não terminasse em acordo, o sindicato cogitava uma nova paralisação, dessa vez com oito horas de duração. A medida mais drástica, também citada pelo diretor, seria uma paralisação por tempo indeterminado.
“Estamos trazendo estas informações para que a população saiba que estes profissionais que mantêm o abastecimento de energia elétrica 24 horas por dia também têm família e precisam de um salário melhor para ter uma vida mais digna”, afirmou Martins.
A proposta de reajuste de 8,2% faz parte de uma pauta de reivindicações apresentada pela categoria profissional à empresa. “Apresentamos antes de começar as rodadas de negociações, mas a empresa insiste em não abrir esta pauta para discussões”, comentou Martins.
Segundo o diretor, a prioridade da pauta é o reajuste salarial. Entretanto, a categoria também pede garantia de contrato de trabalho até 2013 por meio de acordo coletivo e “melhores condições de trabalho”, principalmente com relação à segurança.
“O trabalho que nós prestamos na rede elétrica é de alta periculosidade e muitas empresas deixam o item segurança de lado. Isso está ceifando vidas de pais de famílias. E nós estamos preocupados com esta questão da segurança”, disse Martins.
O Stieec cobre a maior parte do Estado e inclui funcionários de outras empresas. De acordo com o diretor, ações semelhantes à Tatuí serão realizadas nos próximos dias em outras regiões de cobertura da Elektro, como em Limeira, Rio Claro e Atibaia. “Decidimos fazer isso em datas diferentes, como um ‘efeito pipoca’”, afirmou o diretor do sindicato.
A assessoria de imprensa da Elektro não comentou a paralisação e as reivindicações da categoria. A assessoria informou que a empresa não foi comunicada oficialmente sobre uma paralisação e sim sobre uma assembleia dos funcionários por conta da data base.
                                                                                             oprogressodetatui.com.br

Twitter Facebook More