A Justiça de Tatuí decretou, nesta semana, a prisão temporária de Patrick Apolinário Tavares e Flávio Paes Camargo (de idades não divulgadas) apontados como autores de tripla tentativa de homicídio. Os dois teriam, dia 11 deste mês, atacado o carro em que seguiam um administrador de fazenda, de 37 anos, um adolescente e um bebê de oito meses. As vítimas, conforme informou o delegado titular do município, que apura o caso, José Alexandre Garcia Andreucci, viveram “momentos de terror”.
A partir das investigações, Andreucci, auxiliado pelo delegado assistente Emanuel dos Santos Françani, chegou aos nomes dos suspeitos. O titular solicitou, na semana passada, pedido de prisão temporária dos acusados, que foi expedido nesta semana.
Os suspeitos estão foragidos. “Conforme o serviço de informações da PC, os mesmos fugiram da cidade”, informou o delegado na manhã de sexta-feira, 20. De acordo com ele, tanto Tavares como Camargo passaram a ser considerados foragidos.
O inquérito policial terá, segundo Andreucci, “andamento normal” mesmo que os suspeitos não possam ser ouvidos pessoalmente pela Polícia Civil. “O processo poderá ser julgado à revelia”, explicou. Tavares e Camargo serão processados por tripla tentativa de homicídio. “Qualquer pessoa que saiba o paradeiro deles pode ligar para a polícia, mesmo que anonimamente”, afirmou o titular. Conforme ele, a informação pode ser repassada também para a Polícia Militar e para a GCM (Guarda Civil Municipal).
O inquérito deve ser relatado e encaminhado ao Judiciário até o final deste mês. As investigações apuraram que Tavares e Camargo seriam os autores do ato considerado pelo delegado como “bárbaro”. O ataque às vítimas, conforme Andreucci, teria sido testemunhado por populares.
De acordo com ele, os agressores teriam se aproximado do veículo, um Fiat Uno, cinza, ano 1995, com placas de Tatuí, por volta das 16h45. O carro estava estacionado na rua Alberto Seabra, na vila Minghini.
Conforme as vítimas, Tavares e Camargo teriam esperado o administrador sair da residência da mãe dele para agir. A dupla teria se aproximado em uma moto (com detalhes não informados) no momento em que o adolescente e a criança já haviam entrado no Uno.
Com um cabo de madeira, similar ao de enxada, Tavares teria começado a “desferir golpes contra o veículo”. “Ele quebrou vidros, faróis, lanternas e amassou toda a lataria do carro, colocando em risco a vida dos ocupantes”, disse Andreucci.
Segundo ele, por conta do ataque, o administrador e o adolescente desesperaram-se. Eles teriam tentado sair do veículo para retirar a criança, mas foram impedidos. “Os dois, ao tentar sair do carro, foram recebidos à bala por disparos feitos por Camargo, que estava no local dando cobertura a Tavares”, disse o delegado. Com a aproximação de populares, os dois fugiram.
O motivo do crime, conforme apuraram policiais do GTO (Grupo Tático Operacional), seria um “pequeno acidente de trânsito”, ocorrido dia 7, no sábado anterior. O administrador teria colidido o automóvel que dirigia, o Uno, contra um Kadett, verde, com placas de Santa Fé do Sul, o qual, conforme Andreucci, estaria sendo dirigido por Tavares. Por conta da batida, os dois teriam discutido e, de acordo com a vítima, Tavares acabou “jurando vingança”.
O bebê que presenciou o ataque, segundo adiantou o delegado, passará por tratamento psicológico por conta do trauma. A criança, segundo Andreucci, só não foi alvejada porque a cadeirinha estava no meio do banco de trás do Uno. “Se tivesse mais perto de uma das janelas, fatalmente teria sido vítima de uma daquelas pauladas”, disse o titular.
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