domingo, 1 de abril de 2012

Conservatório recebe concerto de música alemã


O maestro Felix Krieger visita mais uma vez o Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos” para comandar a Orquestra Sinfônica pelo projeto Música Orquestral Alemã, com a proposta de apresentar panorama sobre o desenvolvimento da música alemã ao longo de 250 anos de história. O concerto acontece neste sábado, 31, às 20h30, no teatro “Procópio Ferreira”. O grupo tatuiano executa obras dos compositores Handel, Gluck e Mozart. A entrada é franca.
O projeto Música Orquestral Alemã prevê a realização de uma obra de cada um dos mais famosos compositores da cultura europeia central, em 13 concertos. Segundo o maestro Krieger, todos os envolvidos, músicos ou expectadores, serão “capazes de sentir e entender como a música orquestral desta região do mundo se desenvolveu”.
“Vamos descobrir juntos as conexões e desenvolvimentos entre os diferentes estilos e períodos, e seremos capazes, também, de ouvir a criação de cada compositor e de cada época com novos ouvidos”, afirmou o maestro
Em todos os programas, os compositores serão apresentados a partir do autor que o precedeu, mostrando como cada um representa influência especial no outro que pertence à próxima geração. Neste concerto, são tocadas “Suíte no 1 (Música Aquática), de Handel; abertura da ópera “Orfeu e Eurídice”, de Gluck; e “Sinfonia G-Minor No 40”, de Mozart.
“Os programas dos concertos, com composições representativas de célebres compositores alemães, dão aos jovens músicos e ao público uma perspectiva abrangente e única do desenvolvimento da música orquestral alemã do barroco ao nosso tempo, disse Krieger.
Além da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí, a formação do grupo conta com a participação de músicos monitores da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) e da OSM (Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo), com alunos da instituição tatuiana selecionados em testes no final do mês de novembro.
“A orquestra do Conservatório de Tatuí adota o maravilhoso conceito de conectar professores e alunos para integrar os estudantes ao mundo profissional. Vamos todos aprender uns com os outros, com diferentes experiências e diálogos, criando novas inspirações e um tipo de energia muito especial, analisou Krieger.
O projeto Música Orquestral Alemã é apoiado pelo Ministério da Cultura, por meio da “Lei Rouanet” (Lei Federal de Incentivo à Cultura), com patrocínio das empresas Mercedes-Benz, Hamburg Süd e Allianz e promoção do Instituto Goethe. Os interessados em mais informações sobre o projeto podem acessar o site www.musicaorquestralalema.com.br.

FELIX KRIEGER

Nascido em Freiburg, Alemanha, Felix Krieger estudou piano na universidade de música de sua cidade natal antes de se transferir para a Universidade de Música de Hamburgo, onde começou os estudos de regência.
Após dois anos como assistente de Claudio Abbado na Filarmônica de Berlim, venceu o concurso “Jovens Regen-tes Europeus”, em Fiesole, Itália, e completou os estudos com Carlo Maria Giulini, na Escola de Música de Fiesole.
Após os primeiros trabalhos nas casas de ópera de Kassel e Bielefeld, Krieger tornou-se regente da “Staatsoper Unter den Lienden”, em Berlim, de 2003 a 2006, onde liderou a “Staatskapelle Berlim” em mais de 60 apresentações. Com uma produção própria de “O Imperador de Atlantis”, de Viktor Ullmann, retornará a “Staatsoper Berlim” durante a temporada 2012-2013.
Krieger regeu renomadas orquestras internacionais, como a Orquestra Sinfônica Estatal de Athens, Orquestra Sinfônica da BBC Escocesa, Sinfônica Bochumer, Filarmônica de Bukarest, Orquestra Sinfônica de Chicago, Orquestra Sinfônica Alemã de Berlim, Munchener Rundfunkorchester, Philharmonia das Nações, Orquestra Sinfônica Pablo Sarasate em Pamplona, Orquestra de Câmara de Stuttgart, Bach Collegium Sttutgart/Gaechinger Kantorei e SWR Orquestra Sinfônica Baden-Baden de Freiburg.
Também regeu produções na Cape Town Opera (“A Raposinha Astuta”), na Deutsche Oper Berlim (“O Lago dos Cisnes”), na Oslo Opera (“Dom Quixote”), na Wurttembergische Staatsoper Stuttgart (“Haensel e Gretel”) a no Chelsea Opera Group London (“Francesca da Rimini, O Pescador de Pérolas e Idomeneo”).
Seu repertório de ópera inclui a regência de mais de 30 títulos diferentes. Tendo sido regente assistente do Festival de Bayreuth por vários anos, Krieger também é reconhecido pelo conhecimento sobre a música de Richard Wagner.
Krieger é o fundador e diretor artístico do BOG (Berliner Opern-grupe), que acabou de vencer o prêmio nacional alemão
Ausgewahlter Ort 2012A na competição 365 Orte im Land der Ideen3, representando e tornando-se embaixador cultural do “potencial inovador da Alemanha”.
Segundo a assessoria de comunicação do Conservatório, o BOG “tem construído uma reputação em apenas dois anos e já se estabeleceu como uma instituição de mérito em Berlim”. “O BOG traz um novo olhar para óperas que foram muito populares e influentes durante a vida de famosos compositores, mas desapareceram do repertório das casas de ópera por diferentes motivos”, conclui a assessoria.
                                                                                                       oprogressodetatui.com.br

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