quarta-feira, 11 de abril de 2012

Apae inicia atendimento a ex-alunos da Avape nesta terça-feira


A Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Tatuí iniciou, ontem, terça-feira, 10, atendimento aos ex-alunos da Avape (Associação para Valorização das Pessoas com Deficiência).
Os novos integrantes faziam parte dos programas de desenvolvimento pessoal e social e de reabilitação profissional de pessoas com deficiência. Ao todo, 33 pessoas participavam das iniciativas encerradas na unidade da Avape de Tatuí, no início do mês.
Conforme explicou Elen Adriana Theotonio, diretora da Apae, os alunos são atendidos em duas turmas, sendo uma no período da manhã e outra à tarde. “Ainda estamos definindo se vamos designar salas de convivência e de oficina, ou só de convivência, ou só de oficina. Vai depender do público que estamos recebendo”, disse. De acordo com ela, os novos assistidos participarão das mesmas atividades desenvolvidas junto aos demais alunos da entidade.
A turma do período da manhã será atendida das 8h às 12h. À tarde, o atendimento será realizado das 13h às 17h. “É igual ao que já oferecemos. Não vai mudar nada. Só são classes a mais que a escola abriu”, comentou a diretora. Segundo ela, a entidade conta com ajuda da Prefeitura para receber os novos alunos. O Executivo cedeu professores que integrarão a equipe pedagógica da instituição, a qual completa, neste ano, 36 anos de existência.
“Os novos profissionais vão fortalecer ainda mais o nosso trabalho”, comentou Elen. De acordo com ela, com a adição dos novos 20 alunos, a Apae passará a atender 295 pessoas. “São quase 300 alunos, fora os que já estão na fila de espera”, declarou.
A fila aumenta ou diminui, segundo a diretora, conforme o tempo de permanência do aluno na instituição. “Esse prazo depende muito do tipo de deficiência e varia conforme o atendimento”, disse.
Alunos que frequentam a Escola de Educação Especial “Wanderley Bocchi”, por exemplo, podem permanecer por até seis anos. “Eles ficam o tempo suficiente para a escolarização. A partir do sexto ano do ensino fundamental, eles voltam para a rede regular de ensino”, explicou Elen. Os que têm deficiência de moderada a severa tendem a permanecer por mais tempo.
Com o ingresso dos novos assistidos, a Apae deve precisar ainda mais da ajuda da população. “Todo tipo de doação é sempre muito bem-vinda”, citou a diretora. Conforme ela, as colaborações podem ser feitas por meio de telemarketing.
“Quem não contribui, pode ligar para a Apae e dizer que quer ajudar”, citou. A Apae, atualmente, sobrevive de doações e repasses feitos por meio de convênios com a Secretaria Municipal da Educação e Prefeitura.

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