No segundo mês de 2012, o número de empregos formais criados no município voltou a ser superior ao total de demissões. De acordo com informações do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), mecanismo mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, houve 1.208 admissões e 1.147 desligamentos no período. O saldo de 61 empregos representa aumento de 0,23% em relação aos postos formais de trabalho existentes no município.
O desempenho positivo de fevereiro interrompe uma série de três meses com saldo negativo. De novembro de 2011 a janeiro de 2012, o mercado de trabalho local acumulou a perda de 691 vagas, o que equivale a 2,56% do total.
A recuperação no mês de fevereiro deve-se, principalmente, ao setor de serviços, responsável pela abertura de 170 vagas. Nos três meses anteriores, o setor também colaborou decisivamente com o resultado final, registrando baixas consecutivas e resultando em menos 429 vagas.
Outro setor que se recuperou em fevereiro foi a construção civil, com 20 novas vagas. Já os demais setores do mercado de trabalho não apresentaram recuperação no segundo mês do ano. A indústria da transformação teve saldo de menos 60 vagas, o comércio fechou com menos 45 e a agropecuária perdeu 14 postos de trabalho.
Apesar de retomar a geração de empregos, o município ainda possui saldo negativo na série acumulada dos últimos 12 meses. Neste período, foram 14.294 contratações e 14.456 desligamentos, saldo de menos 162 vagas, ou 0,60% do total.
De fevereiro de 2011 a fevereiro de 2012, o município alternou sequências positivas e negativas. Um exemplo é o período que compreende os meses de agosto, setembro e outubro, quando os saldos foram de 140, 73 e 203, respectivamente. Entretanto, de maio a julho, houve saldos de menos 164, menos 103 e menos 92.
Na proporção, o desempenho do município no mês de fevereiro aproxima-se dos números registrados em São Paulo e no Brasil. No Estado, houve a abertura de 55.754 novos empregos, acréscimo de 0,46%. Já o país teve aumento de 150,6 mil empregos, o equivalente a 0,4% do total. Tanto São Paulo como o Brasil possuem saldo positivo no acumulado dos últimos 12 meses: 463.099 e 1.724.81, respectivamente.
A partir das informações disponibilizadas pelo Ministério do Trabalho, o Caged compara o desempenho dos 350 municípios paulistas com mais de dez mil habitantes. No ranking do mês de fevereiro, Tatuí aparece na 148ª posição. O município de Itapetininga ficou em 343º (saldo de menos 339). Em janeiro, Tatuí estava em 332º (menos 189) e Itapetininga, em 282º (menos 35).
Para o secretário municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social, o vice-prefeito Luiz Antonio Voss Campos, ainda existem muitos casos de pessoas que trabalham na informalidade. “Desta forma, eles não nos informam desta conquista de emprego”, afirmou o secretário. Por isso, ele considera os dados do Caged ainda muito vagos. “Não há uma firmeza para se afirmar alguma coisa”.
Voss também cita a influência do feriado de Carnaval no desempenho do mercado de trabalho. “É aquela questão que dizem que o Brasil só começa a andar depois do Carnaval”, comentou. Além disso, ele lembra que, nos dois primeiros meses, há o desligamento de trabalhadores temporários, principalmente no comércio.
“Passa o final de ano, os temporários começam a sair dos empregos. Janeiro é um mês morno e, em fevereiro, há o Carnaval. Quando entra março, começa-se a olhar mais seriamente para as vagas”, afirmou Voss.
De acordo com ele, os empregos disponibilizados em cidades vizinhas representam outro fator que interfere nos números do Caged em Tatuí. “Elas (Cerquilho, Boituva, Tietê e Pereiras, principalmente) preenchem vagas com a população de Tatuí, porém eu não posso lançar esses empregos no nosso sistema”, explicou.
Para o secretário, o emprego de tatuianos em outras cidades não representa a falta de vagas nem salários inferiores em Tatuí. “Para mim, como secretário do Desenvolvimento Social, é importante que a pessoa ganhe o salário dela em outra cidade, mas gaste em Tatuí. É positivo para nós”, afirmou Voss.
Apesar dos números positivos em fevereiro, o secretário acredita que ainda há informações desencontradas com relação ao Caged. Na opinião de Voss, as estatísticas do governo federal não refletem exatamente a realidade do município.
“Se no PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) você atinge e até mesmo ultrapassa a meta de geração de vagas estabelecida pela Sert (Secretária de Emprego e Relações de Trabalho) para o município, e mesmo assim, no Caged, o resultado é negativo, alguma coisa não está certa. Mas, o importante é as pessoas estarem trabalhando”, afirmou Voss. A meta estabelecida pela Sert para Tatuí é de 108 novos empregos ao mês.
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