O início de 2012 não está sendo melhor que o final de 2011 para o mercado de trabalho formal no município. Assim como havia acontecido em novembro e dezembro, em janeiro, o número de demissões superou o de novas contratações, tornando o saldo negativo. No primeiro mês do ano, houve 1.119 admissões e 1.308 desligamentos, resultando em menos 189 vagas.
As informações referentes a janeiro foram divulgadas na semana passada pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Conforme as estatísticas do governo federal, o saldo negativo causou queda de 0,71% no total de empregos com carteira assinada no município. A comparação é feita em relação ao mês anterior (dezembro), quando o saldo ficou em menos 499 empregos.
Os números negativos de janeiro e dezembro contribuem para que o saldo acumulado dos últimos 12 meses também seja negativo. Desde janeiro do ano passado, 14.637 comunicaram perda de emprego ao MTE, contra 14.569 contratações oficializadas no período. A diferença de menos 68 vagas representa 0,26% do total de empregos formais existentes no município.
Conforme as informações do Caged, praticamente todos os setores que geram empregos formais no município contribuíram para o desempenho negativo em janeiro. A liderança é do comércio, que teve 289 admissões e 337 demissões em 31 dias, saldo de menos 48. Praticamente empatado com o comércio, o setor de serviços é o segundo, com 340 contratações, 387 desligamentos e saldo de menos 47. Logo depois, estão a administração pública (- 34), a indústria de transformação (- 23), a agropecuária (- 17) e a construção civil (- 14).
O setor de serviços é um dos que vem mantendo o pior desempenho ao longo dos últimos 12 meses, cujo saldo é de menos 68. Na série que considera o período entre janeiro de 2011 e janeiro de 2012, ele é o único que está com saldo negativo (- 282). Comércio (211), construção civil (64) e agropecuária (44) têm saldo positivo no período.
Até o mês passado, o Caged informava que, no ano de 2011, o município tivera saldo de 20 novos empregos (14.734 admissões e 14.714 demissões), o pior desempenho dos últimos oito anos (em 2010, o saldo havia sido de 2.257). No entanto, segundo atualização divulgada nesta semana, o saldo baixou para 15. Novamente, o setor de serviços esteve entre os principais responsáveis, sendo o único com desempenho negativo (- 311).
No ranking mensal do Caged, que considera os 350 municípios paulistas com mais de dez mil habitantes, Tatuí ocupa a 332a posição. A lista considera apenas o número de admitidos e demitidos no período, sem atentar para diferenças populacionais.
Alguns dos municípios vizinhos estão mais bem contados: Itapetininga está em 282o (saldo de menos 35, variação de - 0,11%); Boituva em 90o (saldo de 85, variação de 0,46%); e Iperó é o 277o (saldo de menos 32, variação de - 0,52%).
Para o prefeito Luiz Gonzaga Vieira de Camargo, os números contabilizados pelo MTE não representam exatamente a situação do mercado de trabalho no município. Na avaliação dele, Tatuí não apresenta quadro de desemprego. “As nossas indústrias têm vagas em aberto e o PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) está oferecendo trabalho em diversos setores”, afirmou.
O prefeito não descarta a possibilidade de que esteja acontecendo algum tipo de falha na contabilidade das demissões e contratações. De acordo com ele, haverá um levantamento para apurar a situação. “Ainda não consegui detectar qual seria este problema, mas tenho certeza que a situação no município não é esta que está nas estatísticas. Em razão disso, estamos tranquilos”, disse Gonzaga.
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