quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Educação inicia construção de 3 creches



A Secretaria Municipal da Educação acompanha, há alguns dias, a construção de três novas creches. As unidades, que ficam em pontos onde a pasta municipal detectou haver “demanda reprimida”, terão valor máximo, cada uma, de R$ 620 mil. É o que adiantou a responsável pela secretaria, a professora Marisa Aparecida Mendes Fiúsa Kodaira.
As unidades em construção ficam na avenida Coronel Firmo Vieira de Camargo, no centro, no Jardim Planalto e no Jardim São Conrado. “Serão creches grandes”, disse Marisa. Conforme ela, os projetos preveem que cada uma tenha, aproximadamente, 600 metros quadrados de área construída, em terrenos “bastante amplos”.
Segundo Marisa, as creches terão um parque e dois jardins, sendo um na parte externa e outro na interna. Os projetos contemplam, ainda, salas de informática, “multiuso”, de administração, refeitório, um teatro e um berçário. De acordo com a secretária, as unidades serão “bastante funcionais”.
O modelo dos projetos é o mesmo da creche da rua Vice-prefeito Nelson Fiúza, inaugurada neste ano. A diferença é que aquela unidade tem 1.100 metros quadrados de área construída. “Estas, terão 574 metros de área construída”, explicou Marisa. Cada uma das creches tem valor máximo “de referência”, de R$ 620 mil, o que totaliza R$ 1,86 milhão, recurso do governo federal.
A contrapartida da Prefeitura, para as obras, é a terraplanagem dos terrenos e a infraestrutura dos locais. “A terraplanagem é o que se faz por primeiro, e isto já está feito. Agora teremos obras”, disse Marisa. O prazo inicial de conclusão é 31 de agosto de 2012. “Quando se trata de obras, sempre temos alguns atrasos, ainda mais que nós temos meses chuvosos, mas a previsão é esta”, adiantou a secretária.
No total, as novas creches atenderão 480 crianças (160 crianças serão matriculadas em cada uma). Elas serão construídas com recursos da segunda edição do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal.
O recurso, segundo Marisa, é enviado para uma conta da Prefeitura. Uma vez recebido o dinheiro, o Executivo fica responsável pela licitação, contratação e pagamento das empresas vencedoras dos certames de concorrência pública. “O repasse acontece na medida que a obra é executada”, disse.
A creche da avenida Coronel Firmo Vieira de Camargo vai atender mães que trabalham no comércio central. A expectativa é de que a nova unidade possa atender a demanda que já existe junto às creches “Chiquinha Rodrigues” e na localizada na rua 15 de Novembro. O prédio novo vai substituir o antigo. “Nós tínhamos uma creche bastante acanhada na avenida, que foi demolida para que fosse construída ali a nova creche”, disse Marisa.
A unidade, conforme a secretária, funcionará em horário diferenciado da maioria das creches públicas do município. O projeto prevê que as crianças serão cuidadas até as 19h. “Muitas mães trabalham no comércio que funciona até mais tarde. A creche tem uma localização estratégica, de fácil acesso. Foi pensando nesta demanda que nós escolhemos aquele local”, justificou.
Com a creche do Jardim Planalto, a expectativa é atender mães que residem na região do bairro CDHU e no entorno dos jardins Europa, Wanderley e das Graças. A creche deverá receber, ainda, crianças filhas de mães que residem na vila Brasil, Residencial Alvorada, Residencial Atlanta e Parque Lincoln.
A unidade será construída ao lado da Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) “Firmo Antônio de Camargo Del Fiol” e do prédio do novo fórum. “A creche que nós temos lá, no CDHU, está com a capacidade de atendimento lotada”, disse Marisa. A unidade nova vai, segundo ela, “dar suporte à antiga”.
Com a creche do Jardim São Conrado, a Prefeitura pretende ampliar as vagas para mães que têm filhos nas regiões do Parque San Raphael e Jardim Manoel de Abreu. As unidades dos dois bairros estão, segundo Marisa, “quase lotadas”. “Trata-se de um bairro com grande crescimento populacional, situado às margens de uma rodovia importante, a Senador Laurindo Dias Minhoto (SP-141). Nós temos também muitas indústrias grandes naquela região. Pensando nisso, destacamos este local”, argumentou.
CONTRASTES
Apesar de haver falta de vagas, em algumas regiões, a secretaria registra, em outras, sobras. “Posso dizer que existem vagas nos jardins Tóquio, Ternura e Lírio”, comentou Marisa. Conforme ela, a demanda é maior na região central.
Por esta razão, a partir de 2012, o plano da pasta municipal é realizar atendimentos diferenciados. Segundo a secretária, dois terços das unidades funcionarão em período integral e, um terço, em período parcial. “Então, desta forma, nós conseguiremos dobrar o atendimento”, adiantou. No novo sistema, a criança de zero a três anos poderá ser atendida pelo menos por quatro horas. O “formato” está sendo definido pela equipe da coordenação infantil.
Segundo Marisa, um fato que interfere na procura por vagas é que, muitas vezes, as mães não conseguem matricular os filhos perto da região em que moram. “Às vezes não há vagas nos locais mais próximos, mas é possível consegui-las em alguma outra creche”, disse. A “flexibilidade”, costuma ser menor, no caso de bebês, que necessitam de berçário. “Depois que a criança completa dois anos, procurar outra unidade se torna bem mais simples”, falou.
A dificuldade está no fato de que, além de vagas limitadas, as crianças que necessitam ficar em berçário, precisam de uma atenção maior. Também é preciso destacar um educador que vai ficar responsável por cuidar de seis bebês.
INAUGURAÇÃO
No início de 2012, a secretaria vai inaugurar outra creche, no Jardim Gonzaga. O espaço está sendo pintado e atenderá mães que residem no entorno da vila Angélica. A unidade, a segunda do bairro, terá capacidade para 160 crianças e contará com uma pré-escola. Para atuar no local, a secretaria dispõe de monitores e professores da educação infantil concursados.
A unidade vai permitir que a Prefeitura dê início ao projeto de universalização das vagas de creches. “O PNE (Plano Nacional de Educação) determina universalização do atendimento às crianças de quatro e cinco anos até 2016. Nós já universalizamos, pelo menos em período parcial na pré-escola”, disse Marisa.
Nas creches, a meta do PNE é mais longa. Até 2020, a exigência é que sejam atendidos 50% da demanda. “Se somar a demanda hoje, de zero a cinco, temos 25% fora. É um número bastante pequeno para 2011”, comentou a secretária. Para 2012, segundo ela, o município pretende zerar o déficit.

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