Uma mulher de 65 anos tornou-se a quarta vítima de latrocínio do ano em Tatuí. Maria Aparecida Gonçalves Rodrigues sofreu infarto, na madrugada do dia 26 de outubro, depois de ter sido assaltada dentro de casa. O crime ocorreu por volta da 1h e, segundo a Polícia Civil, teria sido praticado pelo namorado dela, com a ajuda de outras duas pessoas, uma delas um menor, de 17 anos.
De acordo com inquérito, a vítima mantinha relacionamento amoroso com José Marques de Oliveira, o “Mamão”. O suspeito, de 41 anos, estaria extorquindo a namorada para manter o vício em drogas. Oliveira seria, conforme apurou o delegado titular do município, José Alexandre Garcia Andreucci, usuário de crack. O suspeito teria convidado dois amigos para roubar a própria namorada.
Durante o assalto, a vítima teria infartado. “Naquela oportunidade, ela foi encontrada pela Polícia Militar”, disse Andreucci. A mulher chegou a ser socorrida, mas não resistiu e faleceu ao dar entrada na Santa Casa. Como ela apresentava lesões no rosto, a PC começou a investigar o caso. “A suspeita inicial, que era de um óbito por causa natural (infarto), não se sustentou”, argumentou o delegado.
Com as investigações, feitas pela equipe do GTO (Grupo Tático Operacional), Andreucci apurou que Maria Aparecida estava sendo extorquida pelo namorado. “Segundo provas testemunhais, ele (Oliveira) voltava para a casa dela, constantemente, para pegar dinheiro. E isso durou um tempo”, disse o titular.
No dia do roubo, o suspeito teria entrado novamente na residência da namorada, desta vez junto com um adolescente. Um terceiro comparsa, identificado como Vagner Vieira Pinto, 27, ficou do lado de fora do imóvel, no Jardim Ternura, fazendo “campana”. A função dele era dar “cobertura” aos dois assaltantes. “Eles conseguiram roubar, além de cartões de crédito, uma televisão”, contou Andreucci. Para fugir, o trio utilizou o automóvel da mulher.
A partir dos dados obtidos com os depoimentos, o delegado solicitou, à Justiça, pedido de prisão preventiva dos dois maiores de idade. Para o menor, o titular solicitou a custódia. Nesta semana, Andreucci pediu o bloqueio do veículo (marca e modelo não informados) da vítima. A intenção é recuperar o automóvel e, a partir dele, chegar ao paradeiro dos suspeitos. “Tivemos a informação de que o carro está fora do município”, disse o titular.
Andreucci classificou o crime como latrocínio porque entende que a vítima poderia estar viva se não tivesse sido assaltada. “Se nada tivesse ocorrido, talvez ela não tivesse ficado nervosa e morrido de infarto”, argumentou. O latrocínio, ainda neste caso, ficou caracterizado porque os envolvidos teriam levado objetos da vítima. “Isso, por si só, já tipifica o crime”, concluiu o delegado.
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