domingo, 11 de setembro de 2011

Policia Civil desmantela bingo clandestino funcionando em casa no Inocoop



A Polícia Civil desmantelou, na manhã de sexta-feira, 9, um bingo clandestino. O local de apostas funcionava, segundo o delegado titular do município, José Alexandre Garcia Andreucci, em uma casa localizada na estrada municipal Joaquim de Campos Vieira, no bairro Inocoop. O flagrante ocorreu por volta das 11h, como resultado de “vários dias de investigações”.
Andreucci acompanhou a equipe de policiais civis que participou do flagrante. Na ocasião, os investigadores localizaram, na residência de um homem (averiguado em TCO – termo circunstanciado de ocorrência), 14 máquinas de videopôquer. “Também descobrimos um sistema de monitoramento, que havia sido instalado para impedir qualquer flagrante”, relatou o delegado.
As máquinas de videopôquer estavam desligadas no momento do cumprimento do mandado de busca e apreensão. O imóvel era, conforme Andreucci, usado “quase que exclusivamente para promover jogos de azar”. O proprietário da casa já responde a processo judicial por crime de jogo de azar, previsto na Lei das Contravenções Penais. “Esta é a segunda vez que a polícia o flagra com este tipo de equipamento”, informou Andreucci.
De acordo com o delegado, o dono da casa não ofereceu resistência. Os investigadores o encontraram nos fundos do imóvel. “A casa é grande, mas ele chegou a retirar todos os móveis da sala, para liberar espaço e receber os apostadores”, disse Andreucci.
O proprietário teria, ainda, instalado câmeras de monitoramento num poste situado na entrada da casa e no portão. “Nós também encontramos caixas de cerveja, o que demonstra que a movimentação era intensa”, explicou o delegado. Nenhum apostador foi encontrado no local. A casa de bingo clandestina funcionaria, conforme a PC, havia dois meses e somente no período da noite.
A equipe policial também não localizou dinheiro. “Como a casa funciona à noite, provavelmente, o dono retirou o dinheiro pela manhã”, explicou o delegado. Os equipamentos apreendidos são uma “versão moderna” das máquinas de videopôquer. “As primeiras eram grandes, a segunda geração é menor. A terceira, como nós pegamos, se parece com malas, que podem ser carregadas”, disse.
Durante a operação, o proprietário da casa declarou à polícia que apenas recebeu os equipamentos, mas não informou quem os teria deixado lá. O autuado vai responder ao processo de contravenção por jogo de azar em liberdade e poderá ser condenado a prestar serviços comunitários ou a pagar cestas básicas.
As máquinas apreendidas serão encaminhadas ao Jecrim (Juizado Especial Criminal), da comarca de Tatuí. Depois de periciados, os equipamentos deverão ser doados pela Justiça à Fatec (Faculdade de Tecnologia) “Professor Wilson Roberto Ribeiro de Camargo”, para projetos com fins sociais.

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