domingo, 11 de setembro de 2011

Clube de Dardos de Tatuí completa 5 anos com planos de disseminar esporte



“Dois caras, um que viveu e outro que viajou ao Reino Unido, vieram a se conhecer no Brasil, mais especificamente no interior de São Paulo, na cidade de Tatuí, e, entre um papo e outro, descobriram que gostavam do mesmo jogo: dardos. Com o passar do tempo, foram introduzindo e difundindo a modalidade entre seus amigos, tornando o esporte um grande sucesso”. É este o texto de apresentação do Tatui (sem acento mesmo) Darts Club, o clube de dardos do município que completa em 2011 cinco anos de atividades.
A ideia surgiu em 2006, quando o inglês Nathan Perks conheceu o tatuiano Adriano Villa Nova. “Ele era conhecido de minha esposa, Luciana Orsi”, contou Perks. Apesar de viverem no Reino Unido, na mesma época, os dois só se conheceram em Tatuí. “Nós nos encontramos em um jogo de futebol, quando descobrimos que gostávamos da mesma modalidade: o dardo”, disse o inglês.
A amizade dos dois, reforçada por alvos e dardos, fez com que ambos começassem a pensar em uma forma mais desafiadora de jogar: aumentar o número de competidores. Foi então que nasceu o embrião do Tatui Darts Club.
Perks, que tem intimidade com os dardos desde pequeno (a modalidade é um dos passatempos preferidos dos europeus, em especial na Inglaterra), e Villa Nova, tinham a pretensão de montar um clube de maneira “descompromissada”. “Aos poucos, os amigos foram chegando, até que nós tivemos a ideia de montar o clube”, falou Perks.
Os encontros do grupo, até então, aconteciam uma vez por mês. “Todo mundo estava gostando do esporte. Tanto, que nós decidimos fazer um minicampeonato”, disse o inglês, um dos fundadores do clube.
Deste ponto em diante, Perks e Villa Nova abandonaram de vez os encontros descompromissados, entre churrascos regados a cerveja e almoços aos finais de semana, e passaram a apostar em torneios e competições próprios.
O primeiro deles aconteceu em 2009, dois anos depois de os integrantes do clube participarem de um campeonato em São Paulo, na FPD (Federação Paulista de Dardos). “Quando nós voltamos de lá, decidimos que queríamos jogar mais e melhor”, disse Perks. A partir daí, os dois passaram a recrutar mais pessoas para aumentar o número de competidores e viabilizar as disputas.
As competições, apesar de não organizadas diretamente pela FPD, são reconhecidas pela entidade. “Nós não somos filiados, porque teríamos que pagar uma taxa. Mas fizemos contatos com eles (os diretores da FPD), o que nos abriu caminhos”, disse Perks. Em Tatuí, o clube ganhou apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte, Lazer e Juventude, que cedeu o transporte dos tatuianos até São Paulo para a competição.
Atualmente, o Tatui Darts Club conta com 14 integrantes, entre homens e mulheres. O número de praticantes, segundo Perks, varia. “Temos pessoas entrando e saindo, sempre. Apesar de oscilar, o número fica sempre nesse patamar”, explicou. Os praticantes precisam ter vontade de jogar e concentração.
O investimento para o esporte é considerado pequeno. Perks comentou que é possível adquirir um alvo, produzido no Brasil, pela quantia de R$ 150. Com os dardos, o valor pode chegar a R$ 200. “As pessoas podem encontrar dardos bem baratos na internet”, falou. “É um investimento que dura muito tempo”, adicionou. Segundo ele, um alvo pode ser usado por até dez anos.
Outro quesito exigido é aprender as regras. O jogo praticado pelos membros do Tatui Darts Club é chamado de 501. O objetivo é baixar os pontos até zero. Cada competidor dispõe de três dardos, que são jogados um a um. Ao final da rodada, os pontos são somados e subtraídos do valor 501. “A conta fica um pouco complicada, no começo, porque o alvo tem três zonas simples, com anéis com valores diversos. No início é difícil, mas depois a pessoa pega o jeito”, contou o inglês. As regras são sempre explicadas aos novatos.
Em Tatuí, os praticantes têm 48 dardos para serem lançados em 16 rodadas. Os dois jogadores que terminarem o jogo empatados recebem três dardos que devem ser lançados. Quem obtiver a maior quantidade de pontos (que serão descontados do valor restante dos 501 iniciais) é proclamado o vencedor.
“É mais fácil do que se imagina, basta apenas começar”, disse Perks. O jogo, contudo, exige paciência e concentração por parte do competidor. O dardista também precisa se comprometer com os treinos, caso queira melhorar. “É igual a qualquer esporte, tem que treinar para ficar melhor”, argumentou.
Os membros do Tatui Darts Club reúnem-se uma vez por mês, no Grando Sports, localizado na rua Santa Clara, 1, na vila Santa Luzia. Os encontros são abertos a qualquer interessado. O próximo será realizado no sábado, dia 17. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail tatuidartsclub@hotmail.com, ou no blog do clube, acessível em: tatuidartsclub.blogspot.com.

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