
Durante esta semana, a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) promoveu a 19ª Semana de Prevenção à Excepcionalidade “Professora Eunice Nóbile Orsi”. As atividades realizadas em Tatuí seguem determinação da lei municipal nº 2.366, de 1991, e integram as comemorações da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência, coordenada pela Federação Nacional das Apaes.
A programação da Apae local visa alcançar uma série de objetivos para os assistidos e para a comunidade de um modo geral. Um deles é promover a divulgação do trabalho desenvolvido pela entidade. Por isso, na segunda-feira, 22, os assistidos participaram de um passeio pelas ruas da cidade no tradicional trenzinho do Lar São Vicente de Paulo. Faixas colocadas no veículo informaram ao público sobre o início da semana comemorativa.Seguindo com a divulgação da entidade, na terça-feira, 23, a agência do Poupatempo realizou uma exposição dos trabalhos pedagógicos, artísticos e artesanatos produzidos pelos alunos da Apae. O tema escolhido para este ano é o aniversário de 35 anos da instituição em Tatuí. Já na quarta-feira, 24, aconteceu o evento denominado “Casa Aberta”, permitindo aos visitantes conhecer outras atividades e os trabalhos desenvolvidos pela escola.
Além de divulgar a entidade, outro objetivo da semana comemorativa é promover a integração e a socialização dos alunos com outras instituições, por meio de eventos de confraternização. Para isso, na quinta-feira, 25, foi realizada uma gincana esportiva no Ginásio de Esportes “Dr. Nelson Marcondes do Amaral”.
Durante o período da manhã, a gincana contou com a participação dos assistidos pela Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência) de Tatuí. As atividades da gincana foram planejadas em parceria pelos profissionais de educação física das duas instituições. Para estimular o aspecto de socialização durante o encontro, eles optaram por brincadeiras que não envolvessem muita competição.
O professor de educação física da Apae, Sérgio Ricardo Cavalcanti Orsi, salienta que o esporte e a recreação são formas muito sadias e eficientes de promover a confraternização entre grupos. Ele afirma que ao final da gincana pôde constatar resultados muito positivos, “principalmente nas expressões alegres dos alunos, que tiveram uma oportunidade de sair da rotina”.
Já o professor de educação física Carlos Naveiro, da Avape, lembrou que as integrações recreativas entre as duas entidades já vêm acontecendo há alguns anos, por elas terem o mesmo perfil de assistidos. “Procuramos unificar as duas entidades para fazer uma brincadeira geral, uma coisa que fugisse um pouco do lado esportivo e fosse mais lúdica, recreativa. Foi assim que idealizamos esta gincana”, afirmou.
A gincana é composta por cinco desafios semelhantes. Um deles é a “corrida das garrafas”, na qual o participante precisa correr até uma garrafa plástica, destampá-la, e retornar ao grupo. O próximo deverá correr até a garrafa e tampá-la novamente. Todos os integrantes da equipe precisam participar. Como não se trata de uma competição, o desafio para a equipe não é terminar antes das demais, mas sim completar a série.
Conforme Naveiro, para alguns alunos assistidos estas atividades podem ser consideradas simples, mas para outros, representam grandes desafios. “Como na Avape e na Apae as turmas são bastante heterogêneas, algumas apresentam mais dificuldades, outras menos. De qualquer forma, a gente procura fazer as atividades da forma mais simples possível, mas que propusesse para eles um certo desafio”, explicou o professor.
A Avape também desenvolve atividades durante a 19ª Semana de Prevenção à Excepcionalidade. Além da gincana, na quarta-feira, 24, a entidade promoveu um café festivo para todas as pessoas envolvidas com as suas atividades. Segundo Naveiro, o principal objetivo do evento era retribuir a ajuda recebida dos 18 voluntários que prestam serviços à Avape. Na sexta-feira, 26, os profissionais da Avape voltaram à sede da Apae para participar do seminário “Deficiência Intelectual, Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (autismo) e Transtorno de Aprendizagem”. O palestrante, José Luiz Pinto Pereira, é médico neurologista e psiquiatra, especialista em psiquiatria pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), com estágio em neuropsiquiatria infantil e neurogenética em Baltimore, nos Estados Unidos.
A diretora administrativa da Apae, Rita de Cássia Leme Ramos, explica que a escolha do tema do seminário se deu justamente para contribuir com informações sobre a prevenção à excepcionalidade. “Estas questões são conhecidas, mas precisam estar sempre sendo divulgadas”, disse a diretora.
Durante o evento, a Apae divulgou uma lista com uma série de medidas que podem prevenir a excepcionalidade. Estes cuidados devem ser tomados antes mesmo da gravidez, quando a mãe deve se vacinar contra a rubéola (se fizer isso quando estiver grávida, pode causar má formação do bebê), evitar casamentos entre parentes, procurar acompanhamento médico e realizar exames.
No caso das gestantes, além de manter o acompanhamento médico e os exames recomendados, é importante evitar a automedicação, exames de raio-X, consumo de bebidas alcoólicas, tabaco e contato com pessoas que estejam com alguma doença infecciosa.
Também é importante, segundo as recomendações apresentadas, que o parto aconteça em um hospital, na presença de um obstetra e de um pediatra. Os pais devem exigir a realização de todos os testes preventivos (“teste do pezinho”, Apgar, “teste da orelhinha” e “teste do olhinho”) direitos previstos no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
“Quanto mais cedo for detectada a deficiência, mais cedo você vai conseguir iniciar o tratamento e mais chances de recuperação essa criança vai ter. Por isso, essas são ações que precisam estar sempre sendo lembradas”, afirmou Rita. Ela lembrou ainda que a Apae de Tatuí procura divulgar o assunto durante todo o ano, mas nesta semana procura realizar um trabalho ainda mais intenso junto à comunidade.
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