segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Defesa Civil do município já está em alerta para possibilidades de chuvas


A Coordenadoria Municipal da Defesa Civil (Comdec) já encontra-se em estado de atenção por conta da possibilidade de aumento nos índices de chuva nos meses de temperaturas elevadas. A “Operação Verão” foi iniciada no dia 1º de novembro, em planejamento comum com todas as coordenadorias do Estado de São Paulo.
Apesar de ainda faltar quase um mês para o verão – a estação mais quente do ano começa oficialmente em 21 de dezembro –, os coordenadores municipais da DC já receberam alerta para monitorar áreas de risco nos dias de chuva.
Na região de Tatuí, o estado de atenção da DC mostrou-se necessário já na primeira quinzena de novembro. Conforme dados da Comdec, entre outubro e novembro foram registrados 128 milímetros de chuva.
De acordo com os registros da Comdec, o Jardim Tomás Guedes e o distrito de Americana são as duas regiões com maior risco de inundação. Os dois bairros são banhados pelo rio Tatuí, e o segundo ainda recebe o rio Sorocaba.
Por conta dos riscos, Tomás Guedes e Americana recebem maior atenção na Operação Verão. “Nos dias de chuva, checamos as informações dos pluviômetros, e, pelo menos uma vez ao dia, nossos técnicos realizam inspeções visuais”, explicou o coordenador municipal da DC, Aleksander Chaves dos Santos.
Ele classificou as chuvas do início de novembro como “anormais”, uma vez que, historicamente, elas são mais comuns entre dezembro e fevereiro. “O clima está meio difícil de entender. Tivemos uma estiagem e, depois, começou a haver chuvas anormais, principalmente por conta do calor”.
Antes do período de seca, que se estendeu de julho a setembro, houve chuvas acima do esperado em junho, o mês mais chuvoso do ano até o momento, apesar do inverno. Em junho, a Estação Experimental registrou 242 milímetros, contra 53 no mesmo período de 2011.
De acordo com Santos, apesar das anomalias climáticas, ainda não há indicativo de que o período chuvoso do verão será diferente neste ano. “Até agora, os núcleos da DC ainda não receberam boletins com alertas”.
O coordenador local da DC, que também é secretário municipal de Obras e Infraestrutura, informou que, por enquanto, as chuvas não causaram prejuízos a moradores do município. Segundo ele, até agora, o trabalho é apenas no sentido de prevenir inundações.
“A Secretaria de Obras e Infraestrutura e a DC fazem um trabalho de limpeza das bocas de lobo em todas as ruas da cidade, o que elimina bastante o risco de entrar água nas casas durante as chuvas”.
Paralelamente ao trabalho de desobstrução dos cursos de água no perímetro urbano, a DC monitora a situação dos rios e, para isso, utiliza informações da usina Santa Adélia como parâmetro. A possibilidade de cheias é acompanhada por meio da leitura de réguas instaladas na represa da hidroelétrica.

Teste

A próxima temporada de chuvas servirá para testar a resistência e a funcionalidade de obras públicas concluídas recentemente. A avaliação acontecerá em quatro pontes sobre o ribeirão do Manduca e na nova pavimentação em parte do distrito de Americana.
As pontes estão localizadas nas ruas Santo Antônio, 7 de Abril, Marechal Deodoro da Fonseca e Tamandaré. Com investimento de R$ 555 mil, elas foram reformadas para aumentar a capacidade de vazão do Manduca e evitar alagamentos. As obras terminaram em fevereiro.
Conforme a coordenação da DC, as chuvas acima da média em junho permitiram uma avaliação preliminar e os resultados foram positivos.
“Nós ainda fazemos um monitoramento, mas desde fevereiro não tivemos novos problemas de água saindo do leito natural do ribeirão”, informou Santos, em junho.
Já a pavimentação em Americana passará pela primeira avaliação. Feito com lajotas de concreto – a opção convencional pelo asfalto foi descartada justamente pela possibilidade de alagamentos –, a obra está praticamente concluída.
“Esta pavimentação não elimina o risco de alagamento, mas, com certeza, vai amenizar os efeitos e auxiliará as pessoas a voltarem mais rapidamente à vida normal, principalmente em relação ao trânsito”, argumentou.
Além de avaliar a funcionalidade do novo pavimento, a Secretaria de Obras estará atenta a prováveis danos que a estrutura pode sofrer com as chuvas. Conforme Santos, com as lajotas, essa possibilidade diminui consideravelmente.
“Mesmo assim, após as chuvas, nossas equipes passarão por Americana para verificar as condições das estradas, porque a gente sabe que qualquer pavimento se danifica com as chuvas”.
                                                                         oprogressodetatui.com.br/ 

Twitter Facebook More