Um total de 40 funcionários, entre técnicos, engenheiros e outros especialistas, atuou em intervenção na adutora de água bruta da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Segundo informou o gerente de divisão da empresa, o engenheiro Adriano José Branco, houve rompimento em um ponto próximo ao Jardim Tomás Guedes.
A equipe promoveu os reparos em duas etapas. A primeira delas aconteceu na madrugada de sábado, 20, para domingo, 21; a segunda, de domingo para a segunda-feira, 22. “Fizemos uma mobilização grande, com aproximadamente 40 pessoas trabalhando para que houvesse o conserto”, contou Branco.
De acordo com ele, para a intervenção, houve necessidade de utilização de maquinário de última geração. “Fizemos o trabalho em duas noites para que a cidade não sentisse”, disse o gerente, referindo-se a uma possível interrupção do fornecimento de água por conta de uma eventual interrupção da captação.
Por meio da adutora (tubulação), a Sabesp faz a captação de água bruta do rio Sarapuí, um dos três que passam pelo município. Mesmo com o vazamento, Branco afirmou que os técnicos da companhia conseguiram manter o abastecimento da cidade. O trabalho de reparos para conter o vazamento terminou às 6h da segunda-feira.
A Sabesp classificou o vazamento como problema de “porte médio”. Entretanto, Branco voltou a destacar que não houve prejuízos em relação ao fornecimento de água à população. A adutora leva água até a ETA (Estação de Tratamento de Água) que fica no bairro Santa Cruz, na mesma área em que está situado o prédio que abriga o setor administrativo da companhia.
O vazamento ocorreu próximo a uma das pontes que cruza o rio Tatuí. “Nossa equipe detectou o problema pelo sistema de controle – que é automatizado. É um monitoramento que fazemos diariamente”, afirmou Branco.
Por conta da complexidade do problema, o gerente de divisão de Tatuí pediu apoio da estrutura de manutenção de São Paulo. Os engenheiros e técnicos optaram por atuar durante as madrugadas para que não houvesse desabastecimento. “A questão já está resolvida e o sistema está operando com normalidade”, disse Branco.
Conforme ele, a companhia realizou “trabalho extremamente complexo” para sanar o problema. O ponto de vazão estava situado entre dois blocos de concreto. “Cada um tem grandes dimensões e o espaço entre eles é de apenas 40 centímetros. Nós não tínhamos espaço para trabalhar adequadamente e a condição técnica que havia era muito desfavorável”, disse Branco.
Para sanar a ruptura, os funcionários da Companhia fizeram uma interligação paralela. Com isso, desviaram o fluxo da adutora para poder consertar a parte da tubulação que apresentava danos. “Depois que recuperamos o local que estava comprometido, voltamos o fluxo normal”, explicou o gerente.
Conforme Branco, vazamentos são “corriqueiros”. “Esse é um problema que acontece. Não dá para prever. Além disso, não se trata de falha operacional”, argumentou. Esse último, porém, tornou-se atípico em função da complexidade do reparo. “O problema ocorreu à beira do rio, num solo sem estabilidade. Tivemos dificuldades e risco de acidente com os operários”, salientou.
Apesar de estar incorporado às obrigações do dia a dia, Branco afirmou que a Sabesp considera esse um trabalho importante. “É um esforço que fazemos para que a população tenha facilidade em abrir uma torneira e ver sair água. É um ato simples, mas que quase ninguém sabe o que está por trás”, concluiu.
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