sábado, 6 de outubro de 2012

Fratura faz Bruno Campos perder a primeira convocação para a seleção


Integrante das categorias de base do Desportivo Brasil, de Porto Feliz, o jovem Bruno Campos Bueno, 16, já conhece praticamente todas as rotinas de um jogador profissional de futebol. Em julho, assinou o primeiro contrato, no valor de R$ 6 milhões. Em agosto, o volante sofreu lesão grave no pé e, por isso, deixou de ser convocado para a seleção brasileira.
Campos, como o jovem é conhecido entre os jogadores e comissão técnica do Desportivo Brasil, dedica-se ao futebol desde os seis anos de idade. “Eu queria ser jogador de futebol desde pequeno”, recorda o jogador. Com incentivo do avô, Flávio Donizete Campos, aos 12 anos ele passou a treinar no projeto Bom de Bola, realizado no Jardim Lírio.
Enquanto treinava na escolinha, Campos participava das atividades de futebol do projeto Ginga, desenvolvido pela Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social. Depois de dois anos, em 2009, conseguiu uma transferência para o Primavera, da cidade de Indaiatuba, clube pelo qual conquistou o título de vice-campeão paulista.
“Minha carreira começou muito difícil, com ajuda de muitas pessoas. Precisei batalhar, sofri muito e aprendi muitas coisas”, afirmou o jovem durante visita aos familiares em Tatuí. Em 2010, surgiu a oportunidade de jogar na cidade de Porto Feliz. Diferente dos clubes, o Desportivo Brasil atua como uma empresa, que visa lucro revelando jogadores nas categorias de base.
Visto como uma promessa e com sondagens de grandes clubes brasileiros, no primeiro semestre deste ano, Campos recebeu a primeira proposta de contrato profissional do Desportivo Brasil. Na ocasião, ele já estava sendo empresariado pelo grupo de Bosco Leite (pai do jogador Kaká, do Real Madrid) e Tadeu Cruz (filho de Milton Cruz, auxiliar técnico do São Paulo).
“Recebi a notícia de que poderia assinar o contrato por meios dos empresários. Fiquei muito orgulhoso, porque sei tudo que passei até chegar aqui”, disse o jogador. O contrato vincula o passe de Campos ao Desportivo Brasil por três anos e a multa de rescisão é de R$ 6 milhões.
Antes de assinar com o Desportivo Brasil, Campos esteve perto de ser contratado para as categorias de base do Corinthians. O tatuiano chegou a ir ao Parque São Jorge para assinar o contrato, mas acabou recuando por determinação do clube-empresa de Porto Feliz. Na época, também, recebeu sondagens do Palmeiras e do Catania, da Itália.
Na mesma época em que assinou o primeiro contrato, o jogador tatuiano começou a receber indicações de que poderia ser convocado para a seleção brasileira sub-17. Em 2013, o selecionado do país participará do torneiro sul-americano da categoria. Por isso, neste ano, será realizada uma série de treinamentos e amistosos no Rio de Janeiro.
De acordo com o jogador, as observações de olheiros da seleção começaram no fim de 2011, durante uma partida contra o São Paulo, pelas fases finais do “Campeonato Paulista”. Neste ano, aconteceram novas observações. “Recebeu várias informações de que seria convocado”, afirmou Campos.
Na seleção, ele poderia treinar ao lado de jogadores de grandes clubes brasileiros, como São Paulo, Vasco e Corinthians. No entanto, em agosto, antes da divulgação dos convocados, Campos fraturou o pé esquerdo e precisou ficar parado por quase três meses. O final da recuperação está prevista para o início de novembro.
“Passei o fim de semana em Tatuí e voltei na segunda-feira. Durante o treino da tarde, sozinho, em uma jogada de passe, pisei num buraco e acabei virando o pé, causando a fratura”, descreveu. De acordo com o jogador, esta foi a lesão mais grave da carreira dele, mas não a primeira. “Em janeiro de 2011, tive lesão na virilha e fique de fora do Campeonato Brasileiro sub-15”.
Apesar de não ter sido chamado para a seleção, Campos está confiante para as próximas convocações. “Agora, estou procurando me recuperar totalmente, para voltar a jogar bem e, quem sabe, nos próximos dias, vem outra convocação”, disse.
Mesmo iniciante e já diante dos desafios comuns a um jogador profissional, o tatuiano sabe que a carreira está apenas começando. Em 2014, ele deverá participar da Copa São Paulo de Futebol Júnior. A competição reúne grande número de empresários e é vista como uma das maiores vitrines do país para jovens talentos do futebol. “Quero trabalhar muito, porque eu comecei agora e quero muito mais”.

                                                                                                   O Progresso de Tatuí

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