Um homem bem vestido, educado, e, aparentemente, confiável. É dessa forma que a Polícia Civil descreve um dos criminosos mais procurados do interior do Estado de São Paulo. O suspeito apresenta-se como José Abel Adriano e teria aplicado mais de 20 golpes na região, segundo cálculos divulgados pelo delegado titular do município, José Alexandre Garcia Andreucci.
Conforme ele, Adriano é, na verdade, Edgar Fidêncio, dono de uma extensa ficha criminal, com passagens por cidades como Botucatu, Boituva, Capela do Alto e Sorocaba. Neste ano, ele teve mais uma cidade incluída na lista: Tatuí. O suspeito teria aplicado, no município, golpe que já vem praticando há anos. O crime ocorreu no mês de maio, vitimando um morador do bairro Guaxingu.
Segundo Andreucci, Fidêncio costuma adquirir veículos (carros e motos, principalmente) por meio de depósitos falsos. Para tanto, ele repassaria cheques sem fundo ou efetuaria depósitos em caixas eletrônicos – pelos quais os valores aplicados são constados de imediato, mas não a compensação.
“O golpe consiste em negociar com o vendedor do veículo”, iniciou o delegado. De acordo com ele, Fidêncio efetua um depósito bancário falso, principalmente durante o final de semana. O objetivo é evitar que o vendedor e dono da conta bancária cheque se o depósito foi ou não validado.
Conforme investigações feitas pela PC, o acusado normalmente utiliza um cheque furtado ou roubado. “Essas ordens de pagamento, em geral, estão bloqueadas”, comentou Andreucci. Em alguns casos, Fidêncio apresentaria um comprovante de depósito com o qual consegue convencer o dono do veículo a assinar um documento de compra e venda. Na maioria das vezes, o golpe funciona e a vítima chega a transferir o carro ou a moto em cartório.
Denunciado à polícia em maio, o golpe em Tatuí só foi divulgado pela PC neste mês por conta da identificação do suposto autor. Andreucci informou que ao verificar as características da ação do criminoso, entrou em contato com delegacias de outros municípios. Após receber relatórios de casos praticados com o mesmo “modus operandi” (modo de agir, na gíria policial), chegou ao nome de Fidêncio. O suspeito é natural da cidade de Botucatu.
De acordo com arquivo da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Sorocaba, ele tem 44 anos e vítimas em diversas cidades do interior do Estado. “Está comprovado que esse estelionatário, nos últimos meses, praticou mais de 20 golpes na região sudoeste do Estado”, sustentou Andreucci.
O suspeito ainda está foragido, mas é “facilmente identificado”. “O golpista tem uma característica pessoal: ele não tem uma das pernas e faz uso de uma prótese que o faz mancar”, detalhou Andreucci, que comanda as investigações.
O delegado afirma, ainda, que é preciso cautela por parte dos proprietários no momento de negociar a venda. A dica é que o dono aguarde o depósito bancário ser compensado (no caso de a negociação ser definida dessa forma) para só depois assinar a transferência e entregar a documentação do veículo.
Apesar de apenas uma vítima ter procurado a delegacia da cidade, Andreucci diz que o suspeito pode ter aplicado mais golpes nos moradores de Tatuí. “Como ele é muito procurado, e tem histórico de ter aplicado vários golpes numa mesma cidade, existe essa possibilidade”, destacou. Para facilitar a identificação do acusado, a PC divulgou uma foto de Fidêncio.
“Talvez, com a imagem publicada no jornal, outras vítimas possam aparecer”, comentou. Fidêncio já foi identificado, em Tatuí, pelo morador do bairro Guaxingu. “A vítima não soube informar como ele (o suspeito) soube que ela estava vendendo o veículo”, citou Andreucci. Conforme o delegado, o mais provável é que ele procure as ofertas nas cidades onde vai aplicar o golpe. Em Tatuí, Fidêncio teria negociado a compra de uma moto por R$ 4.200.
As negociações são realizadas, quase sempre, em finais de semana. “Dessa maneira, ele consegue evitar que a pessoa verifique se houve ou não compensação do depósito apresentado”, explicou o delegado. Andreucci também disse que, provavelmente, Fidêncio negocie os veículos horas depois de pegá-los. “Como não há queixa de furto ou de roubo, ele pode vender o veículo”, disse.
Nessa hipótese, a vítima acaba tendo uma “dor de cabeça maior ainda”, de acordo com o delegado. “Quem comprou não usou de má fé. O que ocorre é uma briga judicial para ver quem será o verdadeiro dono do veículo”, citou. A decisão depende da interpretação de um magistrado. “Além disso, a vítima tem de provar que não recebeu dinheiro algum, para que o estelionato seja comprovado”, disse Andreucci.
Até que a contenda seja resolvida o veículo em questão fica bloqueado. “Que isso sirva de alerta para quem está negociando. A pessoa que não se prevê corre o risco de ter de lutar judicialmente pelo bem, uma vez que já o transferiu. É como dizem: quem não faz certo paga duas vezes”, disse o delegado.
oprogressodetatui.com.br
Conforme ele, Adriano é, na verdade, Edgar Fidêncio, dono de uma extensa ficha criminal, com passagens por cidades como Botucatu, Boituva, Capela do Alto e Sorocaba. Neste ano, ele teve mais uma cidade incluída na lista: Tatuí. O suspeito teria aplicado, no município, golpe que já vem praticando há anos. O crime ocorreu no mês de maio, vitimando um morador do bairro Guaxingu.
Segundo Andreucci, Fidêncio costuma adquirir veículos (carros e motos, principalmente) por meio de depósitos falsos. Para tanto, ele repassaria cheques sem fundo ou efetuaria depósitos em caixas eletrônicos – pelos quais os valores aplicados são constados de imediato, mas não a compensação.
“O golpe consiste em negociar com o vendedor do veículo”, iniciou o delegado. De acordo com ele, Fidêncio efetua um depósito bancário falso, principalmente durante o final de semana. O objetivo é evitar que o vendedor e dono da conta bancária cheque se o depósito foi ou não validado.
Conforme investigações feitas pela PC, o acusado normalmente utiliza um cheque furtado ou roubado. “Essas ordens de pagamento, em geral, estão bloqueadas”, comentou Andreucci. Em alguns casos, Fidêncio apresentaria um comprovante de depósito com o qual consegue convencer o dono do veículo a assinar um documento de compra e venda. Na maioria das vezes, o golpe funciona e a vítima chega a transferir o carro ou a moto em cartório.
Denunciado à polícia em maio, o golpe em Tatuí só foi divulgado pela PC neste mês por conta da identificação do suposto autor. Andreucci informou que ao verificar as características da ação do criminoso, entrou em contato com delegacias de outros municípios. Após receber relatórios de casos praticados com o mesmo “modus operandi” (modo de agir, na gíria policial), chegou ao nome de Fidêncio. O suspeito é natural da cidade de Botucatu.
De acordo com arquivo da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Sorocaba, ele tem 44 anos e vítimas em diversas cidades do interior do Estado. “Está comprovado que esse estelionatário, nos últimos meses, praticou mais de 20 golpes na região sudoeste do Estado”, sustentou Andreucci.
O suspeito ainda está foragido, mas é “facilmente identificado”. “O golpista tem uma característica pessoal: ele não tem uma das pernas e faz uso de uma prótese que o faz mancar”, detalhou Andreucci, que comanda as investigações.
O delegado afirma, ainda, que é preciso cautela por parte dos proprietários no momento de negociar a venda. A dica é que o dono aguarde o depósito bancário ser compensado (no caso de a negociação ser definida dessa forma) para só depois assinar a transferência e entregar a documentação do veículo.
Apesar de apenas uma vítima ter procurado a delegacia da cidade, Andreucci diz que o suspeito pode ter aplicado mais golpes nos moradores de Tatuí. “Como ele é muito procurado, e tem histórico de ter aplicado vários golpes numa mesma cidade, existe essa possibilidade”, destacou. Para facilitar a identificação do acusado, a PC divulgou uma foto de Fidêncio.
“Talvez, com a imagem publicada no jornal, outras vítimas possam aparecer”, comentou. Fidêncio já foi identificado, em Tatuí, pelo morador do bairro Guaxingu. “A vítima não soube informar como ele (o suspeito) soube que ela estava vendendo o veículo”, citou Andreucci. Conforme o delegado, o mais provável é que ele procure as ofertas nas cidades onde vai aplicar o golpe. Em Tatuí, Fidêncio teria negociado a compra de uma moto por R$ 4.200.
As negociações são realizadas, quase sempre, em finais de semana. “Dessa maneira, ele consegue evitar que a pessoa verifique se houve ou não compensação do depósito apresentado”, explicou o delegado. Andreucci também disse que, provavelmente, Fidêncio negocie os veículos horas depois de pegá-los. “Como não há queixa de furto ou de roubo, ele pode vender o veículo”, disse.
Nessa hipótese, a vítima acaba tendo uma “dor de cabeça maior ainda”, de acordo com o delegado. “Quem comprou não usou de má fé. O que ocorre é uma briga judicial para ver quem será o verdadeiro dono do veículo”, citou. A decisão depende da interpretação de um magistrado. “Além disso, a vítima tem de provar que não recebeu dinheiro algum, para que o estelionato seja comprovado”, disse Andreucci.
Até que a contenda seja resolvida o veículo em questão fica bloqueado. “Que isso sirva de alerta para quem está negociando. A pessoa que não se prevê corre o risco de ter de lutar judicialmente pelo bem, uma vez que já o transferiu. É como dizem: quem não faz certo paga duas vezes”, disse o delegado.
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