domingo, 20 de maio de 2012

Lar São Vicente prepara Festa da Caridade




Um dos eventos culturais e religiosos com maior participação popular no município, a “Festa da Caridade” já está com a programação deste ano definida pelos organizadores. Promovida pelo Lar São Vicente de Paulo como forma de fortalecer as finanças da instituição, a 83a edição do evento será realizada no dia 7 de junho, quinta-feira do feriado de Corpus Christi. Com base na participação em outros anos, a direção do asilo aguarda público de 40 mil pessoas.
A programação oficial da festa tem início três dias antes do feriado, com o “tríduo da oração”. Os encontros serão realizados no próprio Lar, às 18h dos dias 4 e 5 e às 19h30 do dia 6, com missa antecipada de Corpus Christi.
No dia do feriado, a programação tem início com duas missas simultâneas: na igreja do Lar, celebrada pelo padre Valfrides Praxedes; e na Praça da Matriz, com a participação do bispo dom Gorgônio Alves da Encarnação Neto. Logo depois do evento no centro da cidade, será iniciada a procissão do Santíssimo Sacramento, em direção ao local da festa.
No trajeto da praça ao asilo, os fiéis percorrem as ruas enfeitadas pelo “tapete vermelho”. O trabalho é realizado com a participação da população e coordenado pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte, Lazer e Juventude.
Depois de recepcionados no Lar São Vicente de Paulo, os participantes da procissão juntam-se ao público da festa para aproveitar as diversas atrações. Entre as novidades deste ano, está a “barraca do milho-verde”, numa parceria do asilo com a Paróquia Sagrada Família.
“Com certeza, vai ser uma surpresa muito interessante e muito saborosa. O grupo da paróquia é conhecido pela estrutura, pela capacidade e pelo modo como prepara os pratos feitos com milho-verde. Será a primeira vez deles na festa do asilo. Esperamos que a primeira de muitas”, afirmou o presidente do Lar, José Guilherme Negrão Peixoto, o Guiga.
De acordo com ele, novidades como a barraca do milho-verde ajudam a atrair ainda mais público à festa. Para a edição do ano passado, os organizadores criaram a “praça do chope”. O espaço ofereceu mesas e um telão aos interessados em pagar pela consumação mínima. A novidade agradou ao público e será repetida na festa deste ano. “O sucesso foi tamanho que, às 14h, o chope já havia terminado”, disse Guiga.
Além da barraca do milho-verde e da praça do chope, a festa da caridade terá as tradicionais barracas com venda de lanches, churrasco, churros, acarajé e bebidas. Junto à praça de alimentação, haverá um espaço com apresentação de grupos musicais da região. Já no jardim interno do asilo, haverá o tradicional leilão de bezerros e prendas.
Para garantir a programação da festa, o asilo conta com equipe de trabalho que deve reunir mais de 200 pessoas, a grande maioria voluntária. “O asilo vive, hoje, a realidade de qualquer instituição filantrópica. Então, dependemos da generosidade de colaboradores e precisamos de voluntários”, comentou o presidente. Entre os voluntários, estão membros de clubes de serviços, lojas maçônicas e grupos formados exclusivamente para colaborar com a festa.
Na parte externa do asilo, que inclui a rua Professor Francisco Pereira de Almeida e alguns de seus cruzamentos, a direção está comercializando espaços para vendedores. Conforme Guiga, as vendas já iniciaram e os espaços disponíveis estão praticamente esgotados. “Quem ainda quiser, tem que vir ao asilo com urgência, porque já vendemos mais de 80% do que temos”, informou.
Na área de segurança, a organização da festa contará com outro recurso utilizado pela primeira vez em 2011. Tratam-se dos detectores de metais, operados por um grupo de 20 seguranças profissionais contratados para o evento. “É o segundo ano em que teremos isso. Deu certo, e, no ano passado, não tivemos nenhum fato negativo relacionado a violência.”, afirmou o presidente.
Além dos profissionais, a segurança da Festa da Caridade deverá contar com a participação da GCM (Guarda Civil Municipal), Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Conforme Guiga, ofícios já foram encaminhados ao comando local das três corporações. “Quanto mais segurança, melhor”, comentou.


Faturamento


A direção do Lar São Vicente de Paulo informa que a Festa da Caridade é uma das fontes de receita mais importantes da entidade. Para o presidente, ela é vital para a existência do asilo. “Esta festa é um dos pilares de sustentação para o Lar durante todo o ano”, afirmou.
Guiga informa que a entidade vem contabilizando déficit mensal de aproximadamente R$ 15 mil. “São recursos que superam a nossa capacidade mensal de arrecadação”, explicou. De acordo com ele, a direção se esforça para baixar a diferença, mas encontra muitas dificuldades. “Isso é muito difícil, porque queremos também a melhora constante na qualidade de vida dos assistidos”, acrescentou.
Ao falar da necessidade de colaboradores e das dificuldades em reduzir gastos, Guiga faz uma ressalva ao modelo adotado para os investimentos públicos na área social. “Tudo o que se pensa é no futuro do Brasil e nas crianças. Ótimo, mas muitos se esquecem daquelas pessoas que já fizeram parte, ou ainda fazem das nossas vidas, que são os idosos”, disse o presidente.
Na avaliação dele, a partir do momento em que a infância passa a ser prioridade absoluta, cria-se a necessidade de encontrar novas fontes de recursos para entidades que trabalham com a terceira idade. “Todas as verbas são destinadas às crianças, e a gente precisa encontrar outras fontes de recursos, como a Festa da Caridade”.
Na festa do ano passado, a renda bruta somou R$ 199 mil. Segundo o presidente, a arrecadação permitiu faturamento líquido de R$ 140 mil à entidade. “Se não fosse esta festa, não sei como o asilo existiria hoje”, comentou.


Nova capela


A 83ª edição da Festa da Caridade será a primeira em que a entidade poderá utilizar a “Capela do Lar”. O espaço, com capacidade para 300 pessoas, está recebendo acabamento e será inaugurado no dia 3 de junho, um domingo, às 17h. Na oportunidade, o bispo dom Gorgônio rezará a primeira missa na capela e fará a benção do local.
Conforme o presidente da entidade, a obra demorou praticamente seis anos para ser concluída. O projeto teve início a partir da administração anterior à atual. Na época, o presidente do Lar era José Carlos Ribeiro. Ele contou com a colaboração da irmã Marta Ribeiro para iniciar a “Comissão Pró-Capela”, liderada por Miguel Nunes Filho.
De acordo com Guiga, a capela representa um projeto da comunidade católica de Tatuí e da região. “É muito importante frisar que os recursos para esta capela são oriundos das comunidades, que tiveram preocupação com a espiritualidade das pessoas que moram no asilo”, disse o presidente, lembrando que, em função do déficit mensal, a entidade não teria condições financeiras de assumir este tipo de gasto.
“A ideia surgiu da coragem de querer fazer uma capela nova, pois a antiga estava comprometida, porque já tem certa idade”, explicou o presidente. Embora fique dentro do asilo, a capela será aberta a toda a comunidade. Missas diárias serão realizadas às 18h.
Segundo balanço publicado pela direção, as despesas com a obra somaram R$ 195.372. Os recursos vieram por meio de diversas ações promovidas pela comissão, entre amigos, quermesses, festas, jantares e bingos.
A maior parte do dinheiro, cerca de R$ 45 mil, teve origem na venda de produtos em barracas do asilo instaladas em eventos. A arrecadação feita durante as missas somou R$ 33 mil e os donativos, R$ 28 mil.
Durante a construção da capela, o Lar também recebeu ajuda de voluntários, que participaram gratuitamente dos trabalhos. Entre os colaboradores, estão o arquiteto Rafael Sangrador, idealizador do projeto, e os engenheiros civis Geni Maria de Oliveira Serafino e Leonardo Spada.
                                                                                                   oprogressodetatui.com.br

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