quarta-feira, 23 de maio de 2012

Caixa Mágica fará 1ª apresentação de CD em finalização neste sábado

A banda Caixa Mágica, que anuncia repertório com letras “intelectuais” e estilos de rock, blues e MPB, poderá ser ouvida no evento “Da Bossa ao Rock – Uma Noite Amart Cultural”, na noite deste sábado, 26, no Choupana Bar.
A apresentação será a primeira do grupo feita inteiramente com músicas do álbum de estreia (ainda em fase de gravação), intitulado “Do Início ao Fim do Mundo”. A banda já havia “dado uma palhinha” em outras duas ocasiões – uma delas, na Concha Acústica Municipal “Maestro Spártacco Rossi”; a outra, na Fatec (Faculdade de Tecnologia) “Professor Wilson Roberto Ribeiro de Camargo”.
“Já tocamos em alguns lugares, mas esse show, na verdade, é um sistema”, explicou Davison Pinheiro (violão, guitarra, voz, letra e música). O repertório inclui um “encadeamento de ideias” que culminaram no primeiro álbum – o disco está em processo de produção.
“Começa com a Trindade (Santíssima Trindade), o paramécio (uma bactéria unicelular). É uma brincadeira jocosa”, disse ele.
As músicas do primeiro trabalho da banda Caixa Mágica trazem “vários conceitos”. “Os outros dois shows que fizemos eram fragmentos dessa ideia, apresentados de forma aleatória”, argumentou ele.
Além de Pinheiro, a banda é composta por quatro pessoas, de diferentes áreas (dois músicos profissionais, uma artista plástica, um arquiteto e um analista de sistemas), que se juntaram há mais ou menos dois anos. Ela é formada por Raquel Fayad (teclado e voz), Lucas de Oliveira Lopes (guitarra, viola e voz), Ed (baixo) e Mario Costa (bateria).
O grupo fará apresentação das 22h30 às 24h, no evento que será realizado em prol da Amart (Associação dos Artistas Plásticos de Tatuí e Região). A noite é considerada o segundo grande evento do ano promovido pela Amart e tem como objetivo angariar fundos para a manutenção das atividades da associação.
A entidade viabilizou, no início do ano, as exposições individuais de dois associados (Neil Milanezi e Marli Fronza) na Casa Contemporânea, em São Paulo. Ela é um dos pontos de cultura do Estado de São Paulo.
O evento tem início a partir das 20h, com exposição de arte ao ar livre, performances, exposição de fantasias e apresentação de “Ditinho e Sax”. Na sequência, no “espaço dançante”, haverá apresentação de Cesar Roversi Trio, composto por Cesar Roversi (sax), Franco Aranson (baixo acústico) e José Erasmo Peixoto (guitarra), tocando bossa nova e jazz (“standards”). Das 21h30 às 23h, será a vez do The Doctor’s, com músicas no estilo “sambinha”.
A Caixa Mágica tem como foco principal a “sofisticação nas letras”. “A gente valoriza muito a língua portuguesa. Isso é uma premissa. Usamos o rock, o blues e um pouco de MPB como base, mas a valorização é da língua”, comentou Pinheiro.
Para ele, o “rebuscamento” não afasta a banda do grande público. “As relações com o público são muito complexas. Tem gente que gosta, tem gente que não. Não nos intitulamos como banda de circuito alternativo. Não estou preocupado com rótulos, até porque o que faço é original”, afirmou.
“Temos uma liberdade na composição que eu acho bem legal. É uma particularidade, uma coisa nova que eu acho que a banda tem e é muito interessante”, disse Mario Costa. O analista de sistemas foi um dos primeiros a ingressar na Caixa Mágica, na época em que ela ainda nem tinha nome.
“Eu não sou músico profissional, mas tive uma experiência de profissional”, disse ele, que pagou parte dos estudos da faculdade fazendo apresentações musicais e, na banda, está “sem amarras”. “Quem faz as músicas, às vezes, está preso a estruturas, coisa que não tem aqui, ele (Pinheiro) fica o tempo todo mudando”, comentou Costa.
Pinheiro é o responsável pela composição de todas as 13 faixas do primeiro CD do grupo – cujo repertório será apresentado no evento da Amart. Os arranjos ficam a cargo dos demais músicos que contribuem com o trabalho de maneira intensa, como Ed, que tem formação erudita (estudou baixo acústico por 15 anos).
“Essa multiplicidade não é o que forma a identidade da Caixa Mágica. A nossa identidade são as pessoas que compõem a banda, que têm conteúdos legais e uma ideia de trazer um estilo novo que o público ainda não ouviu”, falou o músico.
Parte dessa identidade é construída com a colaboração de Lucas de Oliveira Lopes, que também é músico profissional. “Na verdade, eu dou o auxílio na ‘terminação’ da melodia e na harmonia”, explicou. Assim como ele, também contribui Raquel Fayad. “Todos os componentes acabam interagindo na formação da música. Cada um já tem sua predisposição para o instrumento. Aí, a participação fica mais fácil, com ideias que são experimentadas”, disse Lopes.
Os músicos pretendem lançar o álbum de estreia com selo independente, sem gravadora. “Estamos vendo masterização, prensagem e registro para que possamos fazer a comercialização dos shows”, explicou Pinheiro que batizou, junto com os demais colegas, a banda com o nome de Caixa Mágica.
O nome surgiu “de maneira natural”, quando Pinheiro começou a construir o estúdio de gravação. “Como ele parecia uma caixa e era considerado mágico, porque era o lugar em que a gente criava, foi este o nome que acabou ficando”, contou.
                                                                                                      oprogressodetatui.com.br

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