A partir de hoje, quarta-feira, 4, a Câmara Municipal deve contar com nova composição. A data marca a saída de Francisco Antonio de Souza Fernandes, o Quincas (PSDB), e Ronaldo José da Mota, o Ronaldo do Sindicato (PPS), do Legislativo – atualmente com 11 parlamentares.
Os vereadores deixariam de compor a Casa de Leis com o retorno de José Roberto Xavier da Silva (PSDB) e Paulo Sérgio Medeiros Borges (PCdoB) aos cargos de origem (a expectativa é de que os secretários devam tentar reeleição).
Xavier e Borges haviam se licenciado da Câmara para assumir o comando das pastas municipais dos Assuntos de Segurança Pública e dos Transportes e do Meio Ambiente, nos anos de 2009 e 2010, respectivamente, a convite do prefeito Luiz Gonzaga Vieira de Camargo.
Quincas, que participaria de última sessão ordinária como vereador ao lado de Ronaldo na noite de ontem, terça-feira, 3, assumiu a vaga deixada por Borges. A sessão estava agendada para as 19h, após o fechamento desta edição.
O educador (que acumula a função de diretor do Nebam – Núcleo de Educação Básica Municipal “Ayrton Senna da Silva”) havia sido empossado por ser o primeiro suplente da coligação PMDB, PSDB e PCdoB. Em 2008, Quincas obteve 792 votos. “Fiquei na Câmara praticamente desde o início de 2009, após a posse de Borges”, disse ele, em entrevista a O Progresso.
O professor, um dos idealizadores do projeto Alpha, atual “Senna em Ação” e que originou o Nebam, declarou, ainda, que deixará o Legislativo de “cabeça erguida”. “Entrei de cabeça erguida e saio de cabeça erguida”, afirmou.
Quincas, que havia tentado uma cadeira na Câmara Municipal por quatro vezes, declarou que sente orgulho de ter feito parte da atual legislatura. “Tudo tem a sua hora. Para mim, foi uma experiência que não tem preço”.
O vereador disse que pôde, ao integrar o Legislativo, “sentir na pele a importância de um parlamentar”. “Eu fiz parte da mudança da cidade, e isso, para nós, é muito importante”, comentou. Quincas também afirmou que Tatuí registrou um “grande progresso”, possível por conta da “sintonia entre a Câmara e a Prefeitura”. “Isto, para a gente, é motivo de orgulho”, complementou.
No Legislativo, Quincas afirmou ter dado atenção especial aos direitos dos cidadãos. “O engajamento maior foi com relação à questão dos bancos”, afirmou. O parlamentar fez, em pouco mais de três anos, diversos projetos voltados à melhoria do atendimento aos clientes. “Votamos a lei dos biombos e a que prevê acessibilidade. Essa foi a nossa principal bandeira”, argumentou.
O parlamentar disse que “priorizou projetos que atendessem às necessidades da coletividade” e que não teve tempo de concluir tudo o que planejou, referindo-se às leis que preveem mudanças no modo de atendimento das agências bancárias.
Duas delas, segundo ele, ainda não cumprem as leis municipais que determinam adequações. “Esta será minha luta, que, mesmo estando do lado de fora (da Câmara) vou continuar travando”, citou. “As coisas não param por aí, temos que continuar vigilantes”, adicionou. Quincas ainda adiantou que pretende concorrer à reeleição.
Ronaldo do Sindicato, por sua vez, obteve nas eleições municipais de 2008 a soma de 1.169 votos. Foi o sexto mais votado na coligação que incluiu o partido PPS, PV, PDT e PTD.
Na Câmara, o parlamentar ficou (deixaria o cargo ao lado de Quincas na noite de ontem) por exatos dois anos e três meses, ocupando a vaga deixada por Xavier. Neste período, afirmou que obteve “diversas conquistas”.
Foram requerimentos, moções, indicações e projetos que, conforme ele, tiveram “muita relevância para a sociedade”. O parlamentar, que é presidente do Sindimetal (Sindicato dos Metalúrgicos de Tatuí e Região), afirmou que “tem a consciência tranquila, pois legislou com transparência”.
Ronaldo, que havia concorrido duas vezes antes de se tornar vereador, deve voltar a disputar as eleições deste ano. “Sou pré-candidato”, adiantou ele à reportagem. Nas duas oportunidades anteriores, o parlamentar não conseguiu se eleger por conta do coeficiente eleitoral, cálculo obtido a partir dos votos válidos divididos pelo número de vagas na Câmara.
De acordo com ele, o tempo em que atuou como vereador não foi suficiente para realizar todos os trabalhos pretendidos. “Não coloquei tudo em prática, porque os primeiros meses foram de experiência”, argumentou.
“O que posso dizer é que tudo o que eu pude fazer como vereador eu fiz, mas pretendo muito mais”, comentou. Ronaldo queria ainda apresentar a proposta da creche 24 horas, voltada para mães que trabalham na indústria, em turnos diferenciados e que precisam deixar os filhos para poder exercer a profissão.
Segundo o sindicalista, a legislatura dele foi marcada pela harmonia. Ele citou como projetos aprovados os de reajuste salarial do funcionalismo municipal (votado dia 27 de março), do estatuto do funcionário público municipal e do estatuto da GCM (Guarda Civil Municipal).
O sindicalista cobrou mais participação da população e disse que as pessoas “só vão compreender a importância de um vereador quando acompanharem os processos de votação e as sessões”.
As reuniões do Legislativo acontecem todas as terças-feiras, a partir das 19h, no edifício “Tancredo Neves”, da Câmara, à avenida Cônego João Clímaco de Camargo, 226.
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