Com o fechamento da unidade de Tatuí da Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência), o prefeito Luiz Gonzaga Vieira de Camargo e o vice-prefeito Luiz Antonio Voss Campos (secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social) se reuniram na manhã de terça-feira, dia 27 de março, com os pais dos atendidos e com órgãos e entidades municipais para resolver a situação das 33 pessoas que, com o fechamento, ficaram sem atendimento.Para uma situação imediata, foi disponibilizado pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Tatuí, Ronaldo José da Mota, o espaço do Clube do Sindicato dos Metalúrgicos, às terças-feiras de manhã e quintas-feiras à tarde, para a realização de algumas atividades.O transporte e alimentação serão por conta da Secretaria Municipal da Educação que buscará e levará a todos em pontos específicos. O Projeto Arte pela Vida, da Comunidade Católica Recado, levará atividades artísticas.Essa medida provisória durará durante a Semana Santa já que a partir do dia 9 de abril os atendidos passarão a frequentar as entidades para qual foram destinadas. Das 33 pessoas que frequentavam a instituição serão designados 26 à APAE de Tatuí, que receberá auxílio da Prefeitura Municipal para custear dois profissionais necessários para atender devidamente os novos alunos; dois à APAE de Boituva por serem cidadãos do vizinho município, dois para a Associação Surdos de Tatuí, três para o Casa de Acolhimento Institucional e as demais para o ensino regular municipal.Durante a conversa com os pais o prefeito Luiz Gonzaga Vieira de Camargo se pôs a disposição das famílias se demonstrando preocupado e solidário diante da situação. “Estamos muito preocupados e estamos fazendo todos os esforços para resolver essa situação”, disse.Na reunião com as entidades a questão da deficiência como um todo foi um dos alvos de discussão para que Tatuí possa avançar e se desenvolver para atender de forma devida a todos os cidadãos portadores de deficiência. Questões foram levantadas diagnosticando as necessidades das instituições para atender a todos os tipos de deficientes.
Sobre o fim da AVAPE
A AVAPE fechou suas portas não só em Tatuí, mas em várias cidades do Estado de São Paulo onde atuava com projetos sociais. Ações do Ministério Público do Trabalho fizeram a AVAPE interromper vários contratos de terceirização de mão de obra (atividade principal da AVAPE), inclusive com grandes montadoras de veículos, como a Ford e a Volkswagen. Com o fim dos contratos, a entidade não conseguiu se viabilizar economicamente.
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