Edinaldo Aparecido Rodrigues, 30, confessou – depois de ter sido identificado pela Polícia Civil – que teria atentado contra a vida do cunhado, Rodrigo de Oliveira Lima, 28, no dia 16 de outubro. O crime ocorreu por volta das 23h30, na rua Juvenal de Medeiros, no Jardim Santa Rita de Cássia. O acusado apresentou-se no dia 20 do mesmo mês, na Delegacia Central.
Acompanhado de advogada, o suspeito teria, segundo adiantou o delegado titular do município, José Alexandre Garcia Andreucci, confessado espontaneamente a autoria do crime. “Ele informou que o motivo foi uma briga familiar”, disse o titular. De acordo com a versão dada pelo suspeito, o cunhado teria começado o desentendimento.
A vítima, ferida com golpes na região do tórax, teve de ser socorrida no Pronto-Socorro Municipal “Erasmo Peixoto”. Policiais militares, chamados para atender à ocorrência, acionaram o serviço de urgência e emergência. A partir do chamado, a Polícia Civil deu início às investigações. Depois de ouvir testemunhas, Andreucci e equipe chegaram ao nome de Rodrigues.
Intimado, o suspeito apresentou-se para a polícia quatro dias depois do crime. “Ele confessou espontaneamente, informando que o motivo foi uma briga pela guarda de uma criança que ele acreditava estar sendo maltratada”, informou o delegado. Rodrigues teria se desentendido com o cunhado, que, conforme alegou o suspeito em depoimento, teria “partido para cima dele”.
Com medo de apanhar, Rodrigues, então, teria se dirigido até o automóvel dele e pegado uma chave de fenda. A ferramenta estava dentro de uma caixa, guardada embaixo do banco do motorista. “Ele desferiu os golpes com aquela chave”, explicou o delegado, que já relatou e encaminhou o inquérito para o Judiciário.
Ainda conforme Andreucci, se não ficar comprovada a legítima defesa, Rodrigues poderá responder por tentativa de homicídio. “Neste caso, será representado por sua prisão preventiva”, afirmou. O suspeito afirmou que teria agredido o cunhado apenas para se defender.
“Ele (Rodrigues) alegou que o rapaz era muito mais forte que ele, que foi conversar para tentar proteger a menor, que está de posse do cunhado, e que Lima teria partido para a agressão”, contou o delegado. “Ele disse que ficou sem alternativa”, falou o titular.
Andreucci explicou que a chave de fenda não pode ser classificada como arma (nem mesmo de arma branca) e que, por esta razão, é praticamente zero a possibilidade de premeditação. “Ele (o suspeito) disse que só agrediu o cunhado pela diferença de tamanho de corpo entre eles”, relatou o delegado.
A menina que gerou o desentendimento é sobrinha dos dois envolvidos. Nenhum deles tem passagem pela polícia, que continua a investigar o caso. “Daqui para frente, vamos ouvir as outras testemunhas presenciais. Se elas confirmarem que o suspeito não teve culpa na agressão, que ele exclusivamente só se defendeu, é legítima defesa”, disse o delegado. Caso as outras pessoas contradigam Rodrigues, ele será indiciado por tentativa de homicídio.
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