Adaptada para o cinema por Neville D"Almeida (o mesmo de "A Dama do Lotação", o segundo filme mais assistido do país, e de "Rio Babilônia", que ganhou status de cult), a peça procura retratar aquilo que a sinopse descreve como "uma burguesia jovem, sem escrúpulos, que inverte valores éticos e sociais". A ação é ambientada no Rio de Janeiro, onde jovens pertencentes à classe média alta da zona sul aventuram-se na periferia da cidade. A parceria com o cineasta, explicou, foi consequência do convívio ao longo dos anos. "A gente se conhece há algum tempo. Compartilhamos de algumas visões comuns sobre temas que nos interessam. O eixo central, claro, é o mesmo, mas Neville trabalhou com liberdade."
Bortolotto se apresentou ano passado em Sorocaba, na Oficina Cultural Grande Otelo, com outra montagem de seu repertório, "Efeito Urtigão", e está particularmente animado com a proposta do encontro de hoje, que reúne atores do Conservatório. "É sempre bom ver jovens atores em ação. Fico feliz com essa vibração, esse estado de ânimo", comentou. O filme, ele diz, não é exatamente fiel ao texto original, já que trabalham linguagens diferentes.
No momento, Mário Bortolotto dedica-se à banda Saco de Ratos, da qual é vocalista. Não é de hoje ele trabalha com música. "É outra das minhas paixões. No grupo, todos se divertem fazendo aquilo que gostam e eu, particularmente, mais ainda." A entrada para assistir hoje ao ciclo de leituras dramáticas que acontece a partir das 19h no setor de Artes Cênicas do Conservatório de Tatuí (rua Cel. Aureliano de Camargo 550) é franca. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (15) 3259-1844.
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