Tatuí ocupou a 331ª posição no ranking das cidades do Estado de São Paulo que mais geraram emprego formal no mês de junho. Segundo balanço divulgado pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), a cidade ficou apenas 19 posições abaixo de Barueri, o último município de um total de 350 avaliados pelo órgão no “Estudo de Evolução do Emprego Formal”, realizado mensalmente.
A divulgação do ranking, composto por cidades com mais de 10 mil habitantes, aconteceu no dia 19. De acordo com ele, Tatuí registrou, em junho, um maior número de demissões em comparação às contratações.
Na cidade, o MTE contabilizou 1.091 admissões e 1.194 desligamentos, o que gerou saldo de menos 103 empregos. No mesmo mês, Itapetininga registrou 1.573 contratações e 1.446 demissões, saldo positivo de 127 empregos formais (com carteira assinada). Os números colocaram a cidade vizinha na 92a posição do ranking.
Apesar do desempenho de Tatuí estar abaixo das cidades da região (Boituva ficou em 37º, Cerquilho, em 140º, e Cesário Lange, em 285º), o município subiu nove posições no ranking em comparação a maio. Naquele mês, a cidade ocupou o 340o lugar, registrando 1.172 admissões e 1.336 demissões (saldo de menos 164 empregos).
A subida, porém, veio após duas quedas seguidas. A primeira registrada entre março e abril, quando Tatuí passou de 88a posição para a 113a; e a segunda, entre abril e maio, quando houve a maior queda, ocasião em que o município saiu da 113a para a 340a posição. No mês de fevereiro, o município era o 124o no ranking, e em janeiro, o 321o.
Do início do ano até junho, Tatuí soma 7.668 admissões contra 7.548 demissões. O saldo nos seis primeiros meses foi de 120 novos empregos gerados com carteira assinada. Em Itapetininga, as contratações somaram 11.481 e os desligamentos, 8.899, resultando em saldo positivo de 2.582 novos postos de trabalho no mesmo período comparativo. O desempenho é bem superior ao de Piracicaba, que totalizou 5.769 admissões e 5.234 demissões no mesmo período, ocasionando saldo positivo de 534 novos empregos.
O secretário municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social, Luiz Antônio Voss Campos, afirmou que os números da cidade são reflexos do comportamento dos próprios trabalhadores locais.
Segundo ele, o PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) tem registrado uma constante troca de emprego por parte dos tatuianos. A atitude, segundo ele, é mais comum entre jovens, que tendem a deixar o emprego mais facilmente quando não estão satisfeitos. “Isso não acontece com as pessoas mais idosas, ou com as mulheres”, analisou. O resultado do chamado efeito “pula-pula” (em alusão à troca constante de emprego) puxa, segundo Voss, os números para baixo.
Por outro lado, também de acordo com ele, os mais velhos, na faixa etária dos 40 anos para cima, optam por não mudar de emprego, o que faz as contratações estacionarem. “Está havendo uma valorização das vagas, o que sempre foi incentivado pela Prefeitura”, disse. Voss afirmou, ainda, que a permanência no emprego é maior entre as mulheres. “O resultado disso é a grande procura que a Educação tem pelas vagas nas creches”, falou.
Outro fator que acaba influenciando a queda de Tatuí no ranking, segundo o secretário, é o sistema de contabilização de vagas criadas e fechadas. Conforme explicou, o Caged registra apenas as vagas criadas ou fechadas em cada cidade; já o PAT registra a movimentação dos empregados de Tatuí que muitas vezes são encaminhados para empregos em outras cidades da região.
Desta forma, o tatuiano que conseguir emprego em uma cidade vizinha será contabilizado pelo PAT como um novo empregado de Tatuí. O Caged, por sua vez, contabiliza a vaga para a cidade de origem do emprego. “Acontece, também, de algumas cidades não nos enviarem as informações sobre as pessoas, se elas foram ou não contratadas pelas empresas que recorrem ao município cada vez mais para conseguir mão-de-obra”, concluiu o secretário.
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