Nos próximos 30 dias, a Secretaria Municipal da Educação deverá inaugurar nova creche. A previsão é da responsável pela pasta, professora Marisa Aparecida Mendes Fiúsa Kodaira. Segundo ela, a unidade de educação infantil funcionará no Vale da Lua, contará com uma sala de pré-escola e atenderá a 70 crianças. Será a 20a creche mantida pela municipalidade.
Na manhã de quarta-feira, 30 de maio, Marisa confirmou a informação de que a Prefeitura havia locado um imóvel para atender à demanda por vagas em creche. A notícia havia sido dada pelo vereador Fábio José Menezes Bueno (PSDB), na sessão extraordinária da Câmara Municipal, na noite do dia anterior, terça-feira, 29.
A nova creche fica na mesma área do Polo de Assistência Social do município, junto à antiga Casa do Bom Menino, onde, atualmente, está a Casa de Abrigo Transitória. “Ela funcionará onde era a ‘casa das irmãs’ (madres que trabalharam na administração do Bom Menino)”, adiantou Marisa. “Aquela unidade vai atender à população da região, que inclui os Jardins Thomaz Guedes e Bom Menino e o Residencial Guedes”, explicou Marisa.
De acordo com ela, a nova creche receberá alunos já atendidos pela municipalidade. As crianças ficam nas creches do San Raphael e do Jardim Manoel de Abreu, esta distante daquelas comunidades. “Essas unidades já estão no limite de ocupação. Portanto, a nova creche no Vale da Lua vai dar um suporte a mais”, comentou.
Além das crianças já atendidas, a unidade deverá receber novos alunos, uma vez que contará com uma sala para pré-escola. “Queremos que os pais e as crianças sejam atendidos na própria localidade em que estão inseridos”, disse.
A previsão de inauguração é para os próximos 30 dias. Antes, o imóvel a ser utilizado deverá passar por adaptação. “O espaço da casa é muito bom, grande, e temos a possibilidade de utilizá-lo para outras atividades”, adiantou a secretária. Os primeiros planos são de trabalhar, com os alunos, a montagem de uma horta.
Para que a creche possa funcionar, a secretaria deverá convocar professores, monitores e demais servidores. “Vamos chamar os que já estão concursados, porque a demanda aumentou muito nos últimos tempos”, afirmou Marisa.
De acordo com ela, a creche funcionará em período integral e a pré-escola, em período parcial. “Com mais essa unidade, nós nos aproximamos da nossa meta de universalizar o atendimento nas creches. Esse é o nosso objetivo”, pontuou.
Também segundo ela, a universalização já existe na pré-escola (que atende crianças entre quatro e cinco anos). “Só não está matriculado na pré-escola a criança a qual os pais ainda não vieram pedir vaga, porque vaga, tem”, falou.
Para a secretária, o aluguel do imóvel representa investimento mínimo, mas que possibilitará grande redução da demanda por novas vagas em creches. “Nós ainda temos uma pequena procura, que são para as crianças de zero a três anos”, disse. A pasta municipal deverá fazer pequenas modificações no imóvel para colocá-lo em operação. “Faremos algo, mas muito pouco”, comentou.
Outros investimentos (na aquisição de materiais e de mobiliário) não serão necessários, uma vez que a pasta municipal já possuía “reserva”. “Como nós já tínhamos a intenção de ampliar o número de creches, já tínhamos guardados os materiais aqui, na secretaria”, disse Marisa.
Conforme ela, a creche no Vale da Lua é uma das últimas a serem locadas pela municipalidade ainda nessa gestão (do prefeito Luiz Gonzaga Vieira de Camargo). Isso porque a pasta deve inaugurar, ainda neste ano, mais três creches. Elas estão sendo construídas no Jardim São Conrado, no Jardim Planalto e na avenida Coronel Firmo Vieira de Camargo, no centro.
“Nós esperamos, nos próximos meses, inaugurá-las. São obras muito bem feitas e que estão muito bonitas”, disse. “Então, daí já vai dar para atender e bem”, adicionou a secretária.
Uma quarta unidade de educação infantil deverá ser construída no Jardim Santa Rita de Cássia. A obra será viabilizada por meio de convênio de cooperação assinado entre a Prefeitura e o governo do Estado de São Paulo.
“O prefeito já assinou o termo de adesão para a construção lá”, disse Marisa. Segundo ela, o bairro ganhará um novo modelo chamado de “creche-escola”, que, como o próprio nome diz, abrigará uma creche e uma pré-escola.
Também segundo Marisa, as unidades são construídas (ou locadas) em regiões onde existem demanda. O maior número de pedidos de vaga, de acordo com a secretária, acontece na região central. A razão seriam as “mães trabalhadoras”. “No centro, a demanda é maior porque as pessoas vêm de outras regiões para trabalhar no centro e, aí, trazem os filhos. Isso gera procura maior que na periferia”, afirmou. Atualmente, a secretaria possui duas creches no centro, sendo a “Professora Thomyres Gianesella Lisboa”, na rua 15 de Novembro, 334, e a “Chiquinha Rodrigues”, na praça da Bandeira.
Especializados
O município deve expandir, além do número de vagas, as salas de atendimento educacional especializado. São espaços destinados ao atendimento de alunos portadores de deficiências mental ou auditiva que estão matriculados no período regular.
Trata-se de um reforço oferecido no “contraturno” (turno oposto). “O aluno tem aula no período regular e, no contraturno, volta para a escola para ter esse atendimento com o professor especialista”, disse Marisa.
Atualmente, nove Emefs (escolas municipais de ensino fundamental) estão equipadas com estas salas. “Onde as escolas não dispõem de espaço físico para terem essas salas, com todo o material necessário, nós temos o professor que vai fazer o que nós chamamos de itinerância”, contou a secretária. Neste caso, o professor especialista vai até as unidades para prestar atendimento.
Nesse sistema, são atendidos aproximadamente 450 alunos. “O projeto já acontecia em Tatuí, só que, antes, se fazia com o deficiente auditivo e com o mental em separado. Agora, não. Todos ficam numa mesma sala”, explicou a secretária.
O reforço é feito por professores especializados. “Nós temos 11 concursados, contratados especialmente para o atendimento educacional especializado. O professor tem a formação necessária para poder trabalhar com os alunos, porque nós trabalhamos com a inclusão”, afirmou Marisa.
De acordo com ela, trata-se de direito do aluno. “O aluno com deficiência tem o direito de ser matriculado em salas comuns, e de ter a mais esse atendimento no contraturno”.
As salas atendem estudantes nos períodos da manhã e tarde. “É um trabalho muito bonito, que tem avançado. É uma política de governo que almeja a inclusão, o trabalho com esse aluno, porque é direito dele de poder estudar e de poder ter ajuda para acompanhar os colegas que fazem o período regular”, concluiu.
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