
Na sexta-feira, em seu programa radiofônico, o prefeito Luiz Gonzaga Vieira de Camargo anunciou a próxima reforma será na Praça Manoel Guedes, local onde está instalado o Museu Histórico de Tatuí e a Casa de Cultura de Paulo Setúbal. Os recurso serão da Secretaria de Estado da Cultura e o prefeito garante que “com esta reforma, a região central será revitalizada”.
Dia 30 de novembro, o Diário Oficial publicou edital de tomada de preços convocando empresas para participar do ato licitatório e as propostas deverão ser abertas na sexta-feira (16), às 10h. Consta do projeto de reforma a troca do piso, execução de paisagismo e plantio de árvores, entre outras benfeitorias.
A Praça Manoel Guedes, ou largo da cadeia como era conhecido no século passado, ostenta um majestoso prédio inaugurado em 1920. Neste local, na parte de baixo funcionava a Cadeia Pública de Tatuí e no andar superior o Fórum da Comarca. No andar térreo, na década de 1960, além da cadeia, destinada a cumprimento de penas, estava instalada a Delegacia de Polícia e a sede da Polícia Militar, com um contingente de 35 soldados, comandados pelo então sargento Arlindo Vieira Pinto e o cabo Silas. O porão, onde hoje abriga parte do museu, era destinado a prisões temporárias, principalmente de pessoas embriagadas. Este prédio já foi circundado por uma muralha, para que no seu interior os detentos tomassem sol. O pátio da cadeia era uma das únicas áreas de lazer no centro da cidade. Dezenas de crianças frequentavam este local para memoráveis partidas de bolinhas de gude, rodar pião, empinar papagaios (pipas) e partidas de futebol. No número 35 desta praça estava instalado, desde sua fundação, em 1922, pelo jornalista José Ortiz de Camargo, até 1980, o jornal “O Progresso de Tatuí”, em sua primeira versão editorial. Era redator o jornalista Vicente Ortiz de Camargo e José Nascimento era o gerente comercial. Além do jornal, funcionava também o cartório de Donato Flores, sucedido por Isolina Donati, o bar do Moacir Peixoto, presidente do Cordão dos Bichos, o bar de Antonio Grecchi e a alfaiataria de Edmundo Liberatoscioli. Também residiam nesta praça o médico Celso Nogueira, delegado especial Anélio Bassói, professor Mário Baiardi, professor Geraldo Enéas de Campos, Hélio Reali e as famílias Del Fiol, Araújo, Menezes, Mendes, Sallum, Chegan e Orsi.
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