domingo, 4 de dezembro de 2011

Conservatório de Tatuí é beneficiado com doação da CCR SP Vias e liberação da Justiça Federal



O Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos, uma instituição do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura, recebeu no final de novembro aproximadamente R$ 170 mil para a compra de novos instrumentos musicais. A CCR SP Vias doou R$ 150 mil, via Lei Rouanet, e o Juiz da 6ª Vara da Justiça Federal, Dr. Douglas Camarinha, aprovou a utilização dos R$ 18 mil economizados na compra dos 11 instrumentos profissionais já entregues aos alunos.
A sobra da quantia doada pela Justiça Federal foi obtida por negociação com os fornecedores dos instrumentos - um deles ofereceu descontos de até 40% nos preços de tabela. Deste dinheiro, o Conservatório adquiriu um xilofone, uma trompa e uma flauta transversal. Estes instrumentos serão entregues a três alunos com bom aproveitamento e carência financeira comprovada.
Para o diretor executivo do Conservatório de Tatuí, Henrique Autran Dourado, os instrumentos comprados com o dinheiro da Justiça Federal são importantes para a carreira profissional dos estudantes. "Ninguém é um bom músico com um instrumento medíocre. Esse instrumento vai permitir aos alunos seguir a carreira profissional, pois com um de segunda isso não seria possível. Também, o instrumento tem que ser tocado sempre, o aluno precisa tê-lo consigo horas e horas por dia. Caso contrário, o progresso fica comprometido".
Da quantia obtida da concessionária responsável pela administração e operação de 516 km de rodovias paulistas, a instituição musical optou pela compra, ainda em dezembro, de um trombone alto, um contrabaixo sinfônico e um contrabaixo acústico, preparado especialmente para MPB/Jazz. Com o restante do dinheiro, segundo o diretor executivo, serão adquiridos pelo menos sete pianos Steinway/Boston de armário.
 "Nossa meta é atingir um piano para cada sala de instrumento, como nas boas escolas dos EUA e Europa. Ainda chegaremos lá. O trombone alto completa o ‘naipe', não tínhamos. O contrabaixo acústico preparado para MPB/jazz idem. A marimba vai possibilitar mais alunos estudarem ao mesmo tempo nos chamados ‘teclados' da percussão: marimba, xilofone, vibrafone. Todos são essenciais e deixam a escola cada vez mais com o melhor instrumental do país", destacou o diretor Dourado.

Lei Rouanet
A doação da CCR SP Vias ao Conservatório de Tatuí foi realizada através da Lei de Incentivo à Cultura, ou mais conhecida como Lei Rouanet, do Ministério da Cultura (MinC). A lei é um pretender atrair o apoio da iniciativa privada. A instituição apresenta uma proposta ao MinC e, se aprovado, poderá captar recursos das empresas, através do Imposto de Renda. Os incentivadores, no entanto, terão parte da quantia deduzida do imposto, de acordo o percentual estipulado pela legislação.
 O dinheiro arrecadado permite ao Conservatório de Tatuí renovar parte significativa do instrumental (sopros, acessórios musicais e pianos). Com isso, melhorar as condições de estudo a jovens instrumentistas carentes, aumentando a difusão musical pelo país. "A aquisição de novo instrumental resultará em melhor aprendizado e na maior acessibilidade a instrumentos de alta qualidade. A conseqüência será a melhor performance de centenas de estudantes e um aumento significativo no número de apresentações com maior qualidade aos mais diferentes públicos do Brasil e exterior", consta no projeto apresentado ao Minc pelo Conservatório de Tatuí.

Delação Premiada
Em agosto de 2011, o então Juiz da 6ª Vara Criminal, Dr. Fausto De Sanctis, esteve no Conservatório de Tatuí para realizar a palestra "O Magistrado e a Comunidade" e para assistir ao recital dos alunos que foram beneficiados com a entrega dos instrumentos doados pela Justiça Federal. Foram R$ 138 mil doados, oriundo de acordo judicial proveniente de delação premiada. Os instrumentos adquiridos pelo Conservatório de Tatuí são de nível profissional e, em todos os casos, sonho de consumo dos músicos.
A negociação para concretização da doação teve início em novembro de 2010, quando o então juiz federal e o diretor-executivo da instituição musical participaram de evento realizado pela Secretaria de Estado da Cultura, em que se apresentaram alunos do Conservatório de Tatuí. Naquela ocasião, Dourado deu informações sobre a escola de música ao magistrado que, posteriormente, demonstrou interesse em efetivar a doação que beneficiasse alunos talentosos, mas que não tinham condições financeiras de possuir bons instrumentos.

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