
A Fatec (Faculdade de Tecnologia) “Wilson Roberto Ribeiro de Camargo” está projetando a reforma de um dos prédios que fazem parte do complexo utilizado pela instituição na cidade. Por enquanto, o imóvel (o primeiro do conjunto, localizado logo depois do portão de entrada), ainda não está sendo utilizado pelos acadêmicos. O Ceeteps (Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza”) já teria autorizado verba de R$ 2 milhões para as obras, que incluem a construção de um estúdio fonográfico.
Diretor da unidade local da Fatec, Mauro Tomazela explica que os projetos de reforma são realizados de acordo com as verbas liberadas pelo Centro “Paula Souza” para estes fins. No entanto, a necessidade de expansão existente em Tatuí seria o maior motivo para o projeto.“Como nós temos alguns cursos aqui que ainda estão em fase de implantação e a gente está com pouco espaço, no momento que entrarem mais alunos, a gente vai precisar de mais salas de aula e mais laboratórios”, disse o diretor.
Atualmente, a Fatec de Tatuí oferece cinco cursos, três deles em dois turnos. Destas oito turmas, quatro ainda não tiveram formaturas, ou seja, até o momento ainda não há alunos egressos. Por isto, com a entrada de novos alunos no início de 2012, será necessário um número maior de salas. “Por enquanto, o número de alunos só cresce e este é o motivo do projeto que estamos realizando, pois estamos com todas as instalações disponíveis já ocupadas e precisamos daquele espaço”.
Originalmente, o prédio pertencia a uma empresa de construção. Adquirido pela Prefeitura, mais tarde o local foi utilizado pela Secretaria Municipal da Educação para abrigar a Emef “Eunice Pereira de Camargo”. Com a instalação da Fatec na cidade, em 2006, e a construção de um novo prédio para a escola municipal, um acordo entre as partes permitiu o repasse do imóvel à faculdade.
“Na verdade, o prédio é bom e a necessidade de reforma não é por ele estar ‘completamente deteriorado’. É porque as instalações estão adequadas a um determinado público e precisamos de adaptações”, explicou Tomazela.
Para o diretor, uma reforma no futuro, quando o prédio já estaria sendo utilizado pelos acadêmicos, seria mais complicada, pois causaria transtornos e interferiria no calendário acadêmico. “Assim, não vamos interferir nas obras e, quando a gente começar a usar, será de forma definitiva”.
A ideia é promover melhorias nas 24 salas de aula que fazem parte do prédio. Como ele possui um formato em “L”, na parte central será construído o laboratório para o curso de produção fonográfica, demanda importante dos alunos.
O prédio existente possui apenas um andar, podendo ser ampliado no futuro. “Num projeto futuro, neste mesmo prédio, será construída outra ala com mais dois andares, com mais laboratórios, espaços para pesquisas e para os docentes”, adianta Tomazela.
Para as obras pretendidas no momento, o Centro “Paula Souza” já realizou licitação para contratar a empresa responsável por elaborar os projetos. A elaboração torna-se mais complexa por envolver um estudio fonográfico. De acordo com o diretor, são poucas as empresas especializadas nesta tarefa. Mesmo assim, os dois projetos já estão licitados.
“A gente pretende entregar estes projetos, no mais tardar, daqui um mês, para que seja possível iniciar a licitação da execução da obra. Até o final deste ano esperamos dar início às obras”, afirmou o diretor. A estimativa dele é que as obras necessitem de pelo menos oito meses para acabar.
Apesar da necessidade da ampliação, a direção da unidade local preferiu aguardar a confirmação da verba para iniciar os planejamentos. Segundo Tomazela, o recurso de R$ 2 milhões já está incluído no orçamento do Centro “Paula Souza”, mas há a possibilidade de que não seja suficiente. “Provavelmente, esta reforma e a construção do estúdio vão ficar mais caros que isso”, disse.
A partir da reforma, o planejamento da direção consiste em fortalecer os cursos já existentes. Tomazela lembra que, apesar de ser recente na cidade e de ter começado apenas com um curso, a Fatec vem ampliando bastante a oferta nos últimos anos. “Mas assim que a gente terminar esta fase de estruturação, a gente tem a intenção, sim, de criar novos cursos”, completou.
“Normalmente, quando se pretende instalar algum curso em uma Fatec, instala-se pela demanda do momento”, explicou o diretor. Segundo ele, o curso de gestão ambiental e um curso na área de administração pública municipal seriam os maiores interesses da Fatec de Tatuí no momento.
“Isso num determinado momento, quando houve a sondagem, e ainda hoje, se fossem implementados, seriam esses. Mas, para o futuro, pode ser que ocorram mudanças, devido às novas necessidades que possam surgir. Até mesmo com as perspectivas de novas indústrias se instalando no município e região”, completou o diretor.
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